Na Mesa de Cabeceira: Em quantas casas você já morou? Ricardo Viel indica o livro Como se fosse a casa

A dica da semana no quadro do jornalista e escritor Ricardo Viel no #PrimeiroCafé foi o livro da Editora Relicário.

Uma troca de correspondências entre a locatária, a poeta Ana Martins Marques, e o locador, o também poeta Eduardo Jorge, virou uma intensa conversa em formato de poemas sobre a vida. O livro “Como se fosse a casa (uma correspondência)”, da Editora Relicário, é o resultado dessa comunicação entre os poetas enquanto Eduardo viveu na França.

Ana viveu no apartamento do amigo, na região centro-sul de Belo Horizonte, no edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer em 1952. “Gosto muito quando ela fala que quando alugamos uma casa alugamos uma paisagem, alugamos os vizinhos e alugamos o direito de colocar o apartamento num poema”, comenta Ricardo Viel.

_Acho que é por isso que eu achei tão interessante. Eu me mudei há pouco tempo e vivi esse sentimento sobre o lugar.

Ouça na íntegra na edição 85 do #PrimeiroCafe:

Ana Martins Marques – Eduardo Jorge

Como se fosse a casa (uma correspondência)

Durante um mês, a poeta Ana Martins Marques alugou o apartamento do amigo e também poeta Eduardo Jorge, que viajara para a França. O imóvel fica na região centro-sul de Belo Horizonte, no edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer em 1952. Enquanto viveu ali, a inquilina trocou e-mails com o locador. As mensagens, de início, abordavam questões meramente práticas. Mas, depois, se converteram em uma troca de poemas sobre o permanecer e o partir, o morar e o exilar-se, o familiar e o estranho.

Ana Martins Marques nasceu em Belo Horizonte em 1977. É formada em letras e doutora em literatura comparada pela UFMG. Publicou os livros de poemas A vida submarina (Scriptum, 2009), Da arte das armadilhas (Companhia das Letras, 2011), O livro das semelhanças (Companhia das Letras, 2015), Duas janelas (com Marcos Siscar, Luna Parque, 2016), Como se fosse a casa (com Eduardo Jorge, Relicário Edições, 2017) e O livro dos jardins (Quelônio, 2019). Uma antologia de seus poemas acaba de sair em Portugal, pela editora Douda Correria, com o título Linha de rebentação.

Eduardo Jorge nasceu no dia 24 de setembro de 1978, em Fortaleza, às 10h23. Publicou San Pedro (2004), Espaçaria (Lumme Editor, 2007), Caderno do estudante de luz (Lumme Editor, 2008), Pá, Pum (com Lucila Vilela, coleção Elixir, 2012), A casa elástica (Minisséries) (Lumme Editor, 2015), Como se fosse a casa (uma correspondência) (com Ana Martins Marques, Relicário, 2017) e “A teoria do hotel” (Selo Demônio Negro, 2018).

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