Três motivos para a escalada da violência entre israelenses e palestinos

Nas últimas semanas, confrontos entre judeus e muçulmanos em Jerusalém e na Cisjordânia elevaram alerta na região. A ONG Fuente Latina ajuda a explicar o que está acontecendo.

A escalada de violência é a pior dos últimos 5 anos e já deixou centenas de palestinos e dezenas de policiais feridos. A ONG Fuente Latina ouviu a especialista em geopolítica Leah Soibel, fundadora da organização.

Na segunda-feira, Dia de Jerusalém, os nacionalistas israelenses comemoraram a recuperação da parte oriental da cidade das mãos da Jordânia na Guerra dos Seis Dias de 1967 e o fato de que os judeus puderam orar novamente no Muro das Lamentações. O Muro, que é o lugar mais sagrado para o judaísmo, compartilha espaço com o terceiro lugar mais sagrado para o Islã, o complexo onde está localizada a mesquita de Al Aqsa. Todo o lugar é chamado pelos judeus de Monte do Templo e pelos muçulmanos Haram esh-Sharif.

E é lá que a tempestade atual está se formando.

“Existem vários elementos que nos levaram a este novo surto de violência”, explicou a especialista em geopolítica Leah Soibel. “A primeira, que o fim do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, está se aproximando, o que geralmente traz um aumento da violência na região.”

Ela explica que, além disso, os israelenses celebram o Dia de Jerusalém com uma marcha considerada por árabes israelenses e palestinos como provocativa.

Há um terceiro elemento, envolvendo a expulsão de 4 famílias palestinas de suas casas no bairro de Sheik Jarra, em Jerusalém, em árabe, ou Shimon Hatzadik, em hebraico, porque foram construídas em terras que pertenciam a judeus e que, atualmente, está em disputa judicial.

No dia 15 de maio, um dia após o Dia da Independência de Israel, os palestinos lembram do Dia da Catástrofe, que marca o nascimento do Estado de Israel e o êxodo de muitos palestinos.

“Há muitos elementos em poucos dias, além disso, não devemos esquecer que os palestinos iriam realizar eleições parlamentares e presidenciais, e o presidente Mahmoud Abbas cancelou sob o pretexto de que Israel não permitiu que os eleitores de Jerusalém Oriental pudesse exercer o direito ao voto ”, disse. “Na realidade, sabemos que a desunião e desarmonia interna palestina são as causas da estagnação política”, acrescentou.

Ouça na edição 88 do Primeiro Café:

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