O que rolou na CPI da Covid esta semana?

Senadores ouviram PM vendedor de vacina e deputado do Amazonas. Wizard ficou calado e líder do governo foi convocado.

A CPI da Covid no Senado colheu três depoimentos pouco produtivos esta semana: Fausto Júnior, deputado que presidiu a CPI local no Amazonas, Carlos Wizard, que ficou calado, e Luiz Paulo Dominguetti, o PM vendedor de vacina que denunciou cobrança de propina.

Por outro lado, a comissão avançou na aprovação de novas convocações e dá indícios de que deve mesmo ser prorrogada por mais três meses. Entre os convocados para a próxima semana, o líder do governo, deputado Ricardo Barros. O nome do parlamentar surgiu no depoimento dos irmãos Miranda na semana passada. Segundo Luis Miranda, o presidente teria dito que se tratava de mais um rolo do Ricardo Barros quando ouviu sobre as suspeitas de irregularidades na compra da Covaxin.

Terça: Fausto Júnior

O destaque foi o embate com o presidente da CPI, senador Omar Aziz, que é do Amazonas. O deputado foi cobrado sobre porque não ter pedido o indiciamento do governador Wilson Lima no relatório final da investigação realizada no Estado.

Quarta: Carlos Wizard

O empresário bolsonarista chegou, recitou partes da Bíblia, negou a existência de um gabinete paralelo da Saúde e disse que permaneceria calado. E assim foi. A cada pergunta dos senadores, Wizard respondia que iria permanecer em silêncio.

Quinta: Luiz Paulo Dominguetti

O policial militar mineiro que denunciou pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina numa negociação com o Ministério da Saúde causou altas confusões na CPI. Isso depois que ele resolveu partir para o ataque contra o deputado Luis Miranda, quem “esteve outro dia aqui depondo contra o presidente”. Ele reproduziu um áudio de Miranda e disse que se tratava de uma negociação de vacinas. O deputado correu na CPI e avisou Aziz e Renan Calheiros, no pé do ouvido, que o áudio era manipulado. Confrontado, o PM admitiu que imaginou que se tratava de negociação de vacinas porque recebeu “no zap” o áudio seguido de um print de uma reportagem sobre a denúncia de supostas irregularidades no contrato da Covaxin pelo deputado Luis Miranda.

Dominguetti chegou a ser acusado por senadores de ser uma testemunha plantada pelo governo. Causou estranheza o fato de a tropa de choque do governo estar defendendo um depoente que acusava o governo de corrupção. Ele teve o celular apreendido para verificação do que falou na CPI.

Na próxima semana…

Terça: Regina Célia Silva Oliveira, fiscal do contrato firmando entre o Ministério da Saúde e a Precisa, intermediária da Bharat Biotech no Brasil

Quarta: Roberto Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde

Quinta: Carolina Palhares, diretora de Integridade do Ministério da Saúde

Sexta: depoimento secreto de Witzel

Ouça na edição #125 do Primeiro Café:

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