Terrorismo bolsonarista em Brasília: estouro da boiada contra a democracia teve conivência da polícia

O terrorismo bolsonarista agiu com organização, financiamento e chamamentos públicos e causou destruição em Brasília na tarde de ontem. Para isso, contaram com a conivência das polícias do Distrito Federal, que permitiram que a Praça dos Três Poderes fosse invadida por milhares de bolsonaristas raivosos. Lá dentro, eles invadiram e destruíram os prédios dos três poderes da república, no golpe mais duro que a democracia brasileira sofreu desde a ditadura militar.

O caráter golpista da baderna bolsonarista era explícito. Eles usaram faixas pedindo intervenção militar e agiram como a gangue de golpistas que são. Obras de arte milionárias foram destruídas, os plenários do Supremo e do Senado foram vandalizados e peças foram roubadas. Do STF, eles roubaram togas dos ministros e um exemplar original da constituição. Do Planalto e do Congresso, roubaram obras de arte e destruíram tudo o que puderam.

O movimento golpista que ocorre há semanas em Brasília foi engrossado por mais de 100 ônibus que chegaram no fim de semana. Apesar disso, a PM do DF mantinha poucos homens no local e não quis parar os terroristas. Pelo contrário, foi a PM do DF que escoltou os golpistas do QG do Exército até a Praça dos Três Poderes. Lá, enquanto os terroristas atacavam os poderes, os policiais tiravam fotos e compravam água de coco.

Lula agiu rápido e decretou intervenção federal para assumir a segurança do DF. O governo, através da AGU, pediu a prisão do bolsonarista Anderson Torres, que respondia pela segurança em Brasília após deixar o Ministério da Justiça de Bolsonaro. Torres, aliás, está na Flórida, nos EUA, mesmo local para onde fugiu Bolsonaro no final do ano. No STF, Alexandre de Moraes afastou o governador do DF e mandou desmontar à força os acampamentos golpistas em todo o Brasil em 24 horas. O Senado e a Câmara suspenderam o recesso e convocaram deputados e senadores para voltarem a Brasília. Muitos terroristas foram presos em flagrante horas após o início da baderna, depois que as forças de segurança perceberam que a conivência estava sendo criticada em toda a mídia. 

Se era um motivo que o governo Lula precisava para não aceitar anistia para esses criminosos e pesar a mão contra o golpismo bolsonarista, agora tudo está resolvido. O estouro da boiada em Brasília justifica ações mais enérgicas das instituições. A nossa democracia sofreu o ataque mais sério desde a ditadura militar e sobreviveu, não pela competência das instituições da República, mas pela burrice dos golpistas. Nas redes sociais, produziram provas contra eles mesmos e agora serão identificados e processados. 

Como as instituições brasileiras deixaram a situação chegar a este nível mesmo após todos os alertas? Os acampamentos golpistas na frente de quartéis foram incubadoras de terroristas fascistas à luz do dia. Nenhum golpista escondeu sua verdadeira intenção nesses meses de movimentos contra a democracia. A versão brasileira do Capitólio era certa e estava sendo planejada há semanas de forma pública. O ex-presidente Bolsonaro sabia e foi conivente, tanto que avisou a pessoas próximas que algo aconteceria neste final de semana. 

Desde 2016, quando o golpe contra Dilma deu início à escalada fascista no Brasil, as instituições têm atuado com covardia contra o bolsonarismo. Tudo foi permitido e tolerado. O Congresso foi cúmplice do governo Bolsonaro e o STF foi covarde por anos. O resultado está aí. E só não foi pior porque os golpistas são limitados.

Será que agora a grande ficha vai finalmente cair? A jornalista Vera Magalhães escreveu no Twitter que “bolsonarista é fascista”, finalmente! A mídia comercial começou a cobertura chamando os terroristas de manifestantes. Aos poucos, foi mudando para radicais, criminosos e, finalmente, terroristas. E o judiciário e o legislativo vão entender que estamos diante de um movimento fascista e antidemocrático e não de pessoas apenas lunáticas? 

Já faz anos que o fascismo brasileiro está mostrando suas verdadeiras intenções e, nesse período, tanto as instituições quanto a mídia resistiram a chamar as coisas pelo nome e agir com força para evitar o que aconteceu ontem em Brasília.

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