Café com Série: As We See It, Amazon Prime

Três jovens dentro do espectro do autismo e dividem apartamento para ter mais independência. Eles enfrentam os dramas dessa idade: trabalho, família, amor. 

E cada um tem seu dilema pessoal: Harrison (Albert Rutecki) é muito recluso pq tem dificuldades para sair de casa e, quando consegue, uma caminhada tem diversos obstáculos, como cruzar com um cachorro, o barulho do caminhão de lixo; Jack (Rick Glassman) fala o que pensa, sem filtros sociais, chama o chefe de burro e enfrenta a dor da descoberta do câncer do pai e a possibilidade de ficar sozinho; Já Violet (Sue Ann Pien) deseja encontrar um amor, tem encontros e ataques verborrágicos. 

Os três têm o apoio de Mandy (Sosie Bacon), uma espécie de cuidadora que os ajuda nos conflitos. Ela também tem uma história paralela, pois ama os três e não quer deixá-los, mas tem uma proposta de pesquisa em outra cidade. A série se encaixa na categoria “dramédia”, com situações cômicas e momentos de melancolia. 

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Café com Série: The Afterparty, Apple TV+

Rafaela Santos

Para quem abandona as séries sem medo, agora pode remover os títulos da opção “Continue assistindo” da Netflix. Saiba como tirar dos destaques aquela produção que você não quer mais acompanhar.

Série da semana: The Afterparty, Apple TV+

Aniq, um dos personagens centrais de “The afterparty”, começa o primeiro episódio dizendo que nada pode arruinar a noite do reencontro dos seus amigos do Ensino Médio. Mas não é bem assim que acontece. E, na sequência seguinte, vemos que a festa acaba em tragédia com a morte de Xavier.

No famoso estilo “quem matou”, a comédia reúne e satiriza os clichês do gênero: segredos revelados e muitos suspeitos até a revelação do real criminoso. O diferencial aqui é que cada episódio abraça um gênero: comédia romântica, ação e musical são os três primeiros.

A cada depoimento, vemos a história de um ponto de vista diferente. Vários ângulos e versões são costurados por um arco maior da investigação policial. A estreia está aberta para não assinantes no YouTube, o que é uma pena, pois é o mais fraco até agora. A história cresce e ganha musculatura conforme vai avançando.

Borra

Chegou esta semana ao Star+, a minissérie “Pam&Tom”, que retrata a história real de Pamela Anderson e Tommy Lee. Nos anos 1990, a intimidade do casal foi exposta com o vazamento de uma sex tape.

Estreia hoje “Suspicion”, suspense da Apple+, Uma Thurman interpreta uma magnata que tem o seu filho sequestrado. Quatro jovens britânicos são acusados do crime. 

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Café com Série: nova temporada de Special, da Netflix

Nova temporada da série criada e estrelada por Ryan O’connell foi a dica da semana no Café com Série.

A série criada e estrelada por Ryan O’connell, que vive um personagem gay com paralisia cerebral, é inspirada na vida do ator, que já foi contada no livro “I’m special: and other lies we tell ourselves”. A jornalista Rafaela Santos já tratou da primeira leva de episódios na edição #22.

Recém-chegada à Netflix, a nova temporada de Special retoma a trama de onde ela parou nos últimos episódios: Ryan (Ryan O’Connell) segue brigado com a mãe, Karen (Jessica Hecht). Mas é justamente quando o protagonista corta o cordão umbilical e vai atrás do inexplorado que a série ganha força e potência.

Além do fim da relação de simbiose com a mãe, que permite Ryan explorar novas experiências, outras histórias se abrem para um novo caminho. É o caso de Kim (Punam Patel), a fiel amiga do personagem central. Sua trama se amplia e nos permite conhecer seu passado, explorar seus dramas de como foi crescer nos Estados Unidos com suas origens indianas e fora daquilo que a tradicional sociedade considera padrão.

A segunda temporada – agora com 30 minutos cada um dos oito episódios – tem alguns excessos e certos exageros (propositais), como a amiga de Karen, uma espécie de escada para personagem que está longe de Ryan. Mas nada que prejudique a produção porque tudo ali é pensado.

“Special” não tem pudor – como tem que ser – na hora de mostrar a relação amorosa e sexual entre dois homens. Ela abraça a diversidade e coloca no centro da trama discussões sobre como é ser excluído por ser defieciente e, por isso, tentar lutar contra o que você é. A série poderia cair numa forma pedagógica, mas ela faz justamente o contrário: não é politicamente correta, tem um humor ácido e traz uma reflexão sobre preconceito e inclusão.

Ouça na edição 101 do Primeiro Café:

Café com Série: “A desordem que ficou”, da Netflix

“A desordem que ficou” (“El desorden que dejas”), da Netflix, é a segunda atração da série “café amargo”.

Nos primeiros minutos, “A desordem que ficou” dá pistas de que a morte puxará o fio da narrativa. Logo na apresentação a personagem Rachel (Inma Cuesta) tem pesadelos angustiantes com o falecimento da mãe. Já a outra personagem principal, Viruca (Bárbara Lennie), cita um trecho de um poema de Sylvia Plath, que suicidou-se quando jovem:

“Morrer é uma arte, como tudo o mais.

Nisso sou excepcional.

Desse jeito faço parecer infernal.

Desse jeito faço parecer real.

Vão dizer que tenho vocação.”

As histórias de Viruca e Raquel se cruzam numa pequena cidade da Galícia, onde o clima é sempre cinza e chuvoso. Como uma boa cidade do interior, como nossa comunidade no Telegram, todos os personagens se conhecem e escondem segredos. Mas, conforme a trama vai avançando, uma lupa é colocada na história de cada um.

Após uma tragédia que é o grande mistério de “A desordem que ficou” as perguntas:” o que aconteceu?” e “quem é o culpado?” permeiam os episódios. São duas cronologias intercaladas, mas que são bem marcadas e não confundem o espectador. Como um bom  suspense, a cada hora você acha que uma pessoa é a culpada e responsável pelo crime. 

Os cenários, a cenografia e fotografia são excelentes, mas a produção sofre com alguns  excessos com cenas de suspense que não resultam em nada. Mas é uma série que prende a atenção e faz querer embarcar nessa maratona nada açucarada. “A desordem que ficou” não tem doçura nenhuma e é como um gin sem gelo e sem tônica que uma das personagens bebe: é pra descer queimando. 

Ouça na íntegra na edição 91 do #PrimeiroCafe

Café com Série: “Onde está meu coração”, da Globoplay

Depois das séries café com leite açucarado, chegou a vez daquelas produções sem nenhuma doçura.

Na primeira parte desta coletânea de séries amargas, a jornalista Rafaela Santos comentou sobre “Onde está meu coração”, do Globoplay. A história é centrada em Amanda, personagem de Leticia Colin, jovem médica viciada em crack. Logo na abertura da minissérie, seus problemas conjugais e a sua dependência ficam em evidência. São recortes angustiantes e que ganham mais força com a atuação de Leticia Colin, uma atriz talentosíssima.

O primeiro episódio mostra a rotina dela como uma profissional que tenta fazer de tudo para salvar seus pacientes, mas, em contrapartida, sofre crises de abstinência e usa drogas no local de trabalho. Seus pais, que moram em Santos, descobrem que a filha é dependente e vão até São Paulo, onde a trama é ambientada. A dupla, composta pelos ótimos atores Fábio Assunção e Mariana lima, tenta ajudar Amanda, busca encontrar um culpado e mergulha no sofrimento da filha.

A produção, de dez episódios, apresenta uma excelente trilha sonora, fotografia, elenco e direção. “Onde está meu coração”  tem a assinatura de George Moura e Sergio Goldenberg e direção artística de Luisa Lima.

Ouça na edição 86 do Primeiro Café:

Borra

Na sexta, 7 de maio, a Apple TV+ lançou a segunda temporada de “Mythic Quest”. Quer saber mais sobre essa série ambientada em uma empresa de jogos? Escute o programa sobre a atração.