Juliana Coelho Netto chega com o Café com Poesia

Poeta carioca lê poesias todas as quintas no #PrimeiroCafe

A partir desta semana nossa equipe conta com um reforço. Juliana Coelho Netto participará do programa trazendo uma poesia por semana.


O quadro Café com Poesia nasce de uma iniciativa da própria Juliana, que envia semanalmente poesias declamadas para uma lista de inscritos no WhatsApp.

JULIANA COELHO NETTO

Jornalista, tradutora e administradora, iniciou a carreira na área de Administração em empresas de referência como Samsung e centro global da Universidade de Columbia. Ganhou bolsa por mérito em um curso da Saint Mary’s College (CA, EUA) e atuou em um programa da University of Minnesota (EUA). Na área de Comunicação, trabalhou no Centro de Informação das Nações Unidas (e também Voluntária da Paz da ONU),  foi editora de Multimídia na Agência do Governo Espanhol – Efe, ajudando constantemente a editoria de texto na elaboração de matérias, crônicas e traduções; entre outras empresas. Ativista literária, é voluntária do projeto da Associação Viva e Deixe Viver, participa ativamente de eventos culturais e de estudos de grupo, como palestrante, pesquisadora, mentora, poeta e contadora de histórias (autorais e não autorais).

Contato: julicn511977@gmail.com

Na Mesa de Cabeceira: O museu da inocência, de Orhan Pamuk

É um livro, mas também é um museu. Ricardo Viel traz dica de literatura com dica de viagem no #PrimeiroCafe.

O primeiro romance escrito por Ortan Pamuk depois de ganhar o prêmio Nobel, “O museu da inocência” foi a dica do jornalista e escritor Ricardo Viel no quadro Na Mesa de Cabeceira desta quarta-feira (12).

Viel conta também os bastidores da construção de uma história e de um museu em Istambul que dá vida aos objetos do livro.

_ Ele começou a comprar objetos que faziam parte do livro. E depois, ele comprou um edifício de três andares e construiu um museu que conta a história do livro, conta.

O Museu da Inocência, organizado como lembrança de um caso de amor vivido por um homem trinta anos antes, em Istambul, transforma a história em um microcosmo dos dilemas sociais e morais pelos quais a Turquia passava nos anos 1970.

_Você pode ir fisicamente visitar o museu que tem os objetos que aparecem no livro, recomenda.

Ouça na íntegra na edição 89 do Primeiro Café:

Na Mesa de Cabeceira: Em quantas casas você já morou? Ricardo Viel indica o livro Como se fosse a casa

A dica da semana no quadro do jornalista e escritor Ricardo Viel no #PrimeiroCafé foi o livro da Editora Relicário.

Uma troca de correspondências entre a locatária, a poeta Ana Martins Marques, e o locador, o também poeta Eduardo Jorge, virou uma intensa conversa em formato de poemas sobre a vida. O livro “Como se fosse a casa (uma correspondência)”, da Editora Relicário, é o resultado dessa comunicação entre os poetas enquanto Eduardo viveu na França.

Ana viveu no apartamento do amigo, na região centro-sul de Belo Horizonte, no edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer em 1952. “Gosto muito quando ela fala que quando alugamos uma casa alugamos uma paisagem, alugamos os vizinhos e alugamos o direito de colocar o apartamento num poema”, comenta Ricardo Viel.

_Acho que é por isso que eu achei tão interessante. Eu me mudei há pouco tempo e vivi esse sentimento sobre o lugar.

Ouça na íntegra na edição 85 do #PrimeiroCafe:

Ana Martins Marques – Eduardo Jorge

Como se fosse a casa (uma correspondência)

Durante um mês, a poeta Ana Martins Marques alugou o apartamento do amigo e também poeta Eduardo Jorge, que viajara para a França. O imóvel fica na região centro-sul de Belo Horizonte, no edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer em 1952. Enquanto viveu ali, a inquilina trocou e-mails com o locador. As mensagens, de início, abordavam questões meramente práticas. Mas, depois, se converteram em uma troca de poemas sobre o permanecer e o partir, o morar e o exilar-se, o familiar e o estranho.

Ana Martins Marques nasceu em Belo Horizonte em 1977. É formada em letras e doutora em literatura comparada pela UFMG. Publicou os livros de poemas A vida submarina (Scriptum, 2009), Da arte das armadilhas (Companhia das Letras, 2011), O livro das semelhanças (Companhia das Letras, 2015), Duas janelas (com Marcos Siscar, Luna Parque, 2016), Como se fosse a casa (com Eduardo Jorge, Relicário Edições, 2017) e O livro dos jardins (Quelônio, 2019). Uma antologia de seus poemas acaba de sair em Portugal, pela editora Douda Correria, com o título Linha de rebentação.

Eduardo Jorge nasceu no dia 24 de setembro de 1978, em Fortaleza, às 10h23. Publicou San Pedro (2004), Espaçaria (Lumme Editor, 2007), Caderno do estudante de luz (Lumme Editor, 2008), Pá, Pum (com Lucila Vilela, coleção Elixir, 2012), A casa elástica (Minisséries) (Lumme Editor, 2015), Como se fosse a casa (uma correspondência) (com Ana Martins Marques, Relicário, 2017) e “A teoria do hotel” (Selo Demônio Negro, 2018).

Tijucanismos: falar sobre a Tijuca é falar sobre o mundo, diz Edu Goldenberg

Eduardo Goldenberg veio ao #PrimeiroCafe falar sobre Tijucanismos, livro que reúne crônicas que tem o tradicional bairro carioca como pano de fundo

O advogado e escritor Eduardo Goldenberg lança este mês o livro Tijucanismos, que reúne 15 crônicas de histórias de sua vida passadas no bairro da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. Em entrevista ao Primeiro Café nesta quinta-feira (29) Edu reforçou a máxima de que escrever sobre o local é escrever sobre o universo.

_Não é um livro específico sobre a Tijuca. Embora seja, não é. Falar da Tijuca é falar do lugar que nós estamos, disse.

O livro será publicado pela editora Mórula e está em pré-venda. O Tijucanismos será enviado para os leitores no início de maio, em edições autografadas pelo autor. Além das crônicas como as que ele também compartilha na newsletter semanal Buteco do Edu, o livro conta com ilustrações do artista plástico e arquiteto Humberto Hermeto.

_São histórias passadas na Tijuca, da minha infância, das minhas memórias e dos meus arremessos em direção ao passado. Eu acredito piamente que você escrevendo sobre a sua aldeia está escrevendo sobre o mundo, disse.

Nas palavras de Luiz Antonio Simas, a Tijuca é o ponto de partida de Edu para olhar o mundo e o leitor vai se encantar com isso.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 80 do Primeiro Café: