Daniel Munduruku: ataques contra territórios indígenas são como uma nova colonização

Escritor conversou com o Primeiro Café ao vivo nesta terça-feira e comentou a onda de ataques de garimpeiros ilegais contra o povo Munduruku, no Pará

Autor de mais de 50 livros infanto-juvenis, o escritor Daniel Munduruku refletiu sobre o momento de ataques contra o seu povo no Pará.

_Essas invasões todas de territórios indígenas são como uma nova colonização. É uma tentativa de manter os povos indígenas na margem da sociedade. Acontece que os indígenas estão, como sempre, defendendo o patrimônio imaterial importante, disse.

Ele comentou também sobre os recentes protestos contra o governo Bolsonaro.

_Nós precisamos de uma consciência crítica que nos permita nos observar como seres capazes da mudança e da transformação, disse.

O escritor lembrou que a Constituição de 1988 colocou no papel os direitos dos povos indígenas, mas isso não foi suficiente.

_O Brasil é um país muito criativo na hora de escrever leis, mas é muito pouco criativo na hora de cumpri-las, argumentou o professor.

Ouça na edição 104 do Primeiro Café:

Metamorfose: está no ar a Primeira Playlist para ouvir depois do Primeiro Café

Metamorfose é o tema da Primeira Playlist da Walquíria Poaino. O novo quadro de música estreou nesta segunda-feira.

A lista foi construída com as sugestões dos ouvintes do Primeiro Café, que interagiram com a Wal na nossa Comunidade Cafeteira no Telegram.

_A playlist de estreia é uma viagem pela transformação em quatro blocos, trazendo tempo, estrutura, catarse e paz para acalmar os corações mutantes, explicou a nova colunista.

A cada 15 dias, a Wal apresentará uma nova playlist temática.

Ouça na edição #102 do Primeiro Café:

Café com Série: nova temporada de Special, da Netflix

Nova temporada da série criada e estrelada por Ryan O’connell foi a dica da semana no Café com Série.

A série criada e estrelada por Ryan O’connell, que vive um personagem gay com paralisia cerebral, é inspirada na vida do ator, que já foi contada no livro “I’m special: and other lies we tell ourselves”. A jornalista Rafaela Santos já tratou da primeira leva de episódios na edição #22.

Recém-chegada à Netflix, a nova temporada de Special retoma a trama de onde ela parou nos últimos episódios: Ryan (Ryan O’Connell) segue brigado com a mãe, Karen (Jessica Hecht). Mas é justamente quando o protagonista corta o cordão umbilical e vai atrás do inexplorado que a série ganha força e potência.

Além do fim da relação de simbiose com a mãe, que permite Ryan explorar novas experiências, outras histórias se abrem para um novo caminho. É o caso de Kim (Punam Patel), a fiel amiga do personagem central. Sua trama se amplia e nos permite conhecer seu passado, explorar seus dramas de como foi crescer nos Estados Unidos com suas origens indianas e fora daquilo que a tradicional sociedade considera padrão.

A segunda temporada – agora com 30 minutos cada um dos oito episódios – tem alguns excessos e certos exageros (propositais), como a amiga de Karen, uma espécie de escada para personagem que está longe de Ryan. Mas nada que prejudique a produção porque tudo ali é pensado.

“Special” não tem pudor – como tem que ser – na hora de mostrar a relação amorosa e sexual entre dois homens. Ela abraça a diversidade e coloca no centro da trama discussões sobre como é ser excluído por ser defieciente e, por isso, tentar lutar contra o que você é. A série poderia cair numa forma pedagógica, mas ela faz justamente o contrário: não é politicamente correta, tem um humor ácido e traz uma reflexão sobre preconceito e inclusão.

Ouça na edição 101 do Primeiro Café:

4 dicas para melhorar o preparo do seu café em casa

Na edição 100 do Primeiro Café conversamos com o coffee expert Daniel Carvalho.

1 – Comece por um bom café!

Preocupe-se com a qualidade do café que você consome. Procure os nomes dos produtores: 98% do café brasileiro é produzido por pequenos produtores e você deve prestar atenção à origem do café.

2 – Qual água você utiliza?

95% da sua xícara de café é água! Nunca use água da torneira pela grande quantidade de cloro. Utilize água mineral ou filtrada.

3 – Escalde o filtro

Se você usa o filtro de papel, passe água quente antes do preparo do café para tirar o gosto do papel. O filtro deixa um pouco de resíduo na bebida.

4 – Prefira café moído na hora

Moer o café na hora do preparo faz com que os sabores e aromas fiquem mais puros e você tenha uma experiência inesquecível.

_É uma experiência que muda a vida, diz o coffee expert Daniel Carvalho.

Ouça na edição 100 do Primeiro Café:

Chegou a Primeira Playlist para você ouvir depois do Primeiro Café

A partir da próxima segunda-feira, Walquíria Poiano vai criar e compartilhar com a comunidade uma playlist temática. Metamorfose é o tema da primeira edição.

Os ouvintes do Primeiro Café pediram e nós atendemos: vamos falar de música! A partir da próxima segunda-feira, a cada 15 dias, Walquíria Poiano apresenta o Primeira Playlist.

Com as limitações impostas por direitos autorais de músicas para podcast, a Wal vai usar o espaço para apresentar as escolhas e instigar a curiosidade da nossa comunidade. A sugestão é que o ouvinte ouça a playlist ~depois do Primeiro Café~.

_O meu trabalho é deixar os ouvintes curiosos o suficiente para irem ouvir a Primeira Playlist depois do Primeiro Café, contou Wal na edição de hoje do programa.

Mande sua sugestão na nossa comunidade no Telegram!

Ouça na edição 100 do Primeiro Café:

Capitã Cloroquina reafirma à CPI que viu “pênis” na Fiocruz

Mayra Pinheiro confirmou ao senador Randolfe Rodrigues que viu um pênis inflável na porta da Fiocruz. Recebemos a linguista Letícia Sallorenzo no #PrimeiroCafé para avaliar os discursos na CPI.

Foi o assunto do dia na internet. A secretária do Ministério da Saúde conhecida como Capitã Cloroquina dizia, em um áudio, que viu um pênis na porta da Fiocruz, que todos os tapetes têm a cara do Che Guevara e que as paredes estão cheias de adesivos Lula Livre.

Ao ser confrontada com o áudio, Mayra Pinheiro reafirmou, para espanto dos senadores, que viu um pênis inflável na porta da Fiocruz por ocasião de alguma data comemorativa.

O presidente da CPI, Omar Aziz, tentou ajudar a Capitã Cloroquina, afirmando que ela falou “tênis”. Mas a própria confirmou que se tratava de um órgão sexual masculino.

A linguista Letícia Sallorenzo foi a nossa convidada na edição 99 do Primeiro Café e avaliou os discursos dos governistas na CPI.

_Qual é o objetivo desse discurso fálico? Em primeiro lugar, você aciona uma pauta conservadora em uma galera já previamente acionada. Você já deixa essa galera de prontidão dizendo que os seus inimigos são pessoas depravadas etc. Quando você começa a ressaltar detalhes desse tipo você reforça a ideia de depravação do inimigo entre os seus apoiadores, explicou Letícia.

Ouça na edição 99 do Primeiro Café: