É o fim da Era Netanyahu em Israel?

Aliança inédita entre partidos de direita, centro e esquerda pode encerrar período de 12 anos de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro de Israel.

Na edição desta quarta-feira, conversamos com o João Miragaya, editor do site Conexão Israel e participante do podcast Do Lado Esquerdo do Muro. Ele explicou o contexto político do país.

Os oponentes do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu têm apenas algumas horas para anunciar um acordo sobre um novo governo. As negociações continuaram até tarde da noite ontem.

_A verdade é que está muito indefinido. Existe grandes chances de terminarmos o dia sem acordo entre os 8 partidos que formariam esse governo que está sendo chamado de governo de mudança, comentou João.

As negociações reuniram em 3 dias as equipes dos principais líderes da esquerda, do centro e de parte da direita, incluindo o Yamina, do líder da extrema-direita Naftali Bennett, que deve ser o primeiro premiê como parte de um rotação no poder com Yair Lapid.

Se um novo governo for formado, isso evitaria a realização da quinta eleição em pouco mais de dois anos. 

Supostamente, eles fizeram um progresso significativo durante a noite, com quase todos os acordos de coalizão finalizados, incluindo com o partido Azul e Branco, do Benny Gantz, que na quarta-feira deu sua aprovação oficial para Lapid formar um governo.

Ouça na edição 104 do Primeiro Café:

Capitã Cloroquina reafirma à CPI que viu “pênis” na Fiocruz

Mayra Pinheiro confirmou ao senador Randolfe Rodrigues que viu um pênis inflável na porta da Fiocruz. Recebemos a linguista Letícia Sallorenzo no #PrimeiroCafé para avaliar os discursos na CPI.

Foi o assunto do dia na internet. A secretária do Ministério da Saúde conhecida como Capitã Cloroquina dizia, em um áudio, que viu um pênis na porta da Fiocruz, que todos os tapetes têm a cara do Che Guevara e que as paredes estão cheias de adesivos Lula Livre.

Ao ser confrontada com o áudio, Mayra Pinheiro reafirmou, para espanto dos senadores, que viu um pênis inflável na porta da Fiocruz por ocasião de alguma data comemorativa.

O presidente da CPI, Omar Aziz, tentou ajudar a Capitã Cloroquina, afirmando que ela falou “tênis”. Mas a própria confirmou que se tratava de um órgão sexual masculino.

A linguista Letícia Sallorenzo foi a nossa convidada na edição 99 do Primeiro Café e avaliou os discursos dos governistas na CPI.

_Qual é o objetivo desse discurso fálico? Em primeiro lugar, você aciona uma pauta conservadora em uma galera já previamente acionada. Você já deixa essa galera de prontidão dizendo que os seus inimigos são pessoas depravadas etc. Quando você começa a ressaltar detalhes desse tipo você reforça a ideia de depravação do inimigo entre os seus apoiadores, explicou Letícia.

Ouça na edição 99 do Primeiro Café:

Chegada da cepa indiana e a ameaça da 3ª onda da pandemia no Brasil

Confirmação de casos em estrangeiros no Maranhão e suspeitas em outros estados alertam, mais uma vez, o governo para tomar medidas.

O ministério da Saúde anunciou barreiras sanitárias em viajantes procedentes do Maranhão após a confirmação de seis casos da variante indiana na tripulação de um navio internacional, mas ainda não restringiu as viagens vindas da Índia, país fortemente afetado pela variante identificada lá.

_Temos que pensar que o nosso sistema de saúde aguentou duas porradas imensas, que foram a primeira e a segunda ondas, e segurou. E ele ainda está sofrendo os reflexos disso. Falta de medicamentos, falta de insumos. E agora, pelo indícios, começamos a terceira onda a partir de um patamar altíssimo, avaliou Paula Bianchi, no Cartas do Rio desta terça-feira.

Ouça na edição 98 do Primeiro Café:

Bolsonaro e Pazuello irritam senadores da CPI com passeio de moto no Rio

Presidente e general apareceram sem máscara em aglomeração no Rio.

A presença do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, no passeio de moto de apoiadores puxado pelo presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro no fim de semana irritou os senadores que fazem parte da CPI da Covid.

Molecagem”, disse o senador Renan Calheiros, relator da CPI, à Folha.

O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, disse à CNN Brasil que Pazuello se tornou forte candidato a ser o primeiro indiciado pela comissão. O ex-ministro deve ser convocado para depor de novo aos senadores.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz, disse ao UOL que, se Pazuello mentir de novo, sairá algemado do Senado.

Ouça na edição 97 do Primeiro Café:

O que rolou na CPI da Covid essa semana?

Ernesto Araújo e Eduardo Pazuello prestaram depoimentos e foram acusados de mentir pelos senadores.

Na terça-feira, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que jamais provocou desavenças com o governo chinês.

Na verdade ele chamou o coronavírus de “comunavírus” e discutiu com o embaixador da China no Brasil.

Na edição 94 do Primeiro Café destacamos o sabão que a senadora Kátia Abreu deu no ex-Ernesto:

Na quarta-feira começou o depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O general da ativa compareceu sem uniforme, mas com terno e gravata. O primeiro dia terminou quando a sessão do Senado começou e Pazuello teve um mal-estar.

O piripaque do Pazuello foi o assunto da edição 95 do Primeiro Café:

Na quinta-feira, Pazuello voltou à CPI e saiu de lá com o título de “campeão das mentiras”.

O general tentou proteger o presidente e só deixou escapar que o presidente estava na reunião que decidiu que o Governo Federal não iria intervir na saúde pública do Amazonas durante o colapso da falta de oxigênio.

Ele também culpou o governo do Amazonas pela crise. Sobre o aplicativo TratCov, lançado pelo ministério e que indicava o inexistente tratamento precoce, Pazuello disse que o aplicativo foi roubado por um hacker.

Na edição 96 do Primeiro Café comentamos a semana na CPI da Covid e destacamos o momento insólito quando Pazuello confundiu o sobrenome Coronel, do senador Angelo Coronel, com uma patente militar:

A Rachel Cor quer saber:

Operação Akuanduba: Ministro do Meio Ambiente é alvo de operação da Polícia Federal

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tomou o Primeiro Café com a Polícia Federal na porta da casa dele.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao atual ministro do Meio Ambiente na manhã desta quarta-feira (19). Ele é um dos alvos da Operação Akuanduba, que investiga o envolvimento de agentes públicos e empresários do ramo madeireiro em irregularidades em processos de exportação de madeiras.

Em outras palavras: o ministro do Meio Ambiente é suspeito de ter atuado para ajudar no contrabando de madeira da Amazônia.

O presidente do Ibama, diretores e outros cargos comissionados foram afastados das funções pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Explicação sobre o nome da operação: Akuanduba é uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o estado do Pará. Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

Ouça na íntegra na edição 94 do #PrimeiroCafe

Na edição 73 do Primeiro Café, conversamos com a Txai Suruí, direto de Rondônia, e ela relatou que o ataque à vida dos povos indígenas é descarado.

_Desde a eleição do atual governo as pessoas invadem a nossa terra e ainda dizem que é porque agora pode, porque agora o governo permite. Eles falam isso na nossa cara: ‘essa terra não vai ser de vocês’, contou Txai.

Durante a pandemia houve um aumento do desmatamento dentro de terras indígenas aqui em Rondônia, contou.

Ouça a conversa com Txai Suruí no Primeiro Café:

Direita perde na eleição da Assembleia Constituinte do Chile

Socióloga Ana Prestes comentou no #PrimeiroCafe o resultado da eleição dos representantes populares que vão redigir a nova Constituição do país

Independentes e opositores saíram vitoriosos na eleição da Assembleia Constituinte do Chile realizada no final de semana. A votação é resultado dos protestos populares de 2019 que, entre outras demandas, pediam a substituição da atual Constituição do país que data da ditadura de Augusto Pinochet.

_A grande comemoração é por quem perdeu. Aquela ultradireita conservadora e pinochetista e também uma direita neoliberal mais arraigada perderam na eleição da Assembleia Constituinte, comentou Ana Prestes.

Ouça na íntegra na edição 92 do Primeiro Café:

O que rolou na CPI essa semana?

Sem dúvida, a segunda semana da CPI da Covid no Senado foi bem mais empolgante do que a primeira.

Na terça, o presidente da Anvisa, amigo pessoal de Bolsonaro, procurou se afastar das manifestações do presidente sobre a pandemia. Antônio Barra Torres reforçou divergências com Bolsonaro.

Ele justificou porque participou de uma manifestação sem máscara ao lado do presidente dizendo que, na época, o uso da máscara não era consenso.

Na quarta, Fábio Wajgarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, quase saiu preso do depoimento. Ele mentiu tanto que irritou os senadores.

A sessão terminou com o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, causando tumulto ao chamar Renan Calheiros de “vagabundo”.

Na quinta, o representante da Pfizer revelou que outro filho do presidente, o vereador carioca Carluxo, participou de reuniões de negociação das vacinas.

Carlos Murillo também revelou que as tratativas com o governo brasileiro começaram em maio do ano passado e que se o Brasil tivesse assinado contrato na época as primeiras doses seriam entregues em dezembro.

E já são 14 vezes que o governo Bolsonaro recusou uma oferta de vacina.

Três motivos para a escalada da violência entre israelenses e palestinos

Nas últimas semanas, confrontos entre judeus e muçulmanos em Jerusalém e na Cisjordânia elevaram alerta na região. A ONG Fuente Latina ajuda a explicar o que está acontecendo.

A escalada de violência é a pior dos últimos 5 anos e já deixou centenas de palestinos e dezenas de policiais feridos. A ONG Fuente Latina ouviu a especialista em geopolítica Leah Soibel, fundadora da organização.

Na segunda-feira, Dia de Jerusalém, os nacionalistas israelenses comemoraram a recuperação da parte oriental da cidade das mãos da Jordânia na Guerra dos Seis Dias de 1967 e o fato de que os judeus puderam orar novamente no Muro das Lamentações. O Muro, que é o lugar mais sagrado para o judaísmo, compartilha espaço com o terceiro lugar mais sagrado para o Islã, o complexo onde está localizada a mesquita de Al Aqsa. Todo o lugar é chamado pelos judeus de Monte do Templo e pelos muçulmanos Haram esh-Sharif.

E é lá que a tempestade atual está se formando.

“Existem vários elementos que nos levaram a este novo surto de violência”, explicou a especialista em geopolítica Leah Soibel. “A primeira, que o fim do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, está se aproximando, o que geralmente traz um aumento da violência na região.”

Ela explica que, além disso, os israelenses celebram o Dia de Jerusalém com uma marcha considerada por árabes israelenses e palestinos como provocativa.

Há um terceiro elemento, envolvendo a expulsão de 4 famílias palestinas de suas casas no bairro de Sheik Jarra, em Jerusalém, em árabe, ou Shimon Hatzadik, em hebraico, porque foram construídas em terras que pertenciam a judeus e que, atualmente, está em disputa judicial.

No dia 15 de maio, um dia após o Dia da Independência de Israel, os palestinos lembram do Dia da Catástrofe, que marca o nascimento do Estado de Israel e o êxodo de muitos palestinos.

“Há muitos elementos em poucos dias, além disso, não devemos esquecer que os palestinos iriam realizar eleições parlamentares e presidenciais, e o presidente Mahmoud Abbas cancelou sob o pretexto de que Israel não permitiu que os eleitores de Jerusalém Oriental pudesse exercer o direito ao voto ”, disse. “Na realidade, sabemos que a desunião e desarmonia interna palestina são as causas da estagnação política”, acrescentou.

Ouça na edição 88 do Primeiro Café:

Nem tratoraço, nem orçamento secreto: novo escândalo do governo vai ser chamado de #Bolsolão

Ouvintes do #PrimeiroCafe decidiram como devemos chamar o escândalo revelado pelo Estadão.

O presidente montou um esquema de distribuição de emendas parlamentares para comprar apoio do centrão e evitar o seu impeachment. Foi o que revelou o jornal O Estado de S. Paulo no último final de semana. O jornal apelidou o escândalo de “tratoraço”, em referência ao fato de que boa parte do dinheiro foi usada para comprar tratores e máquinas agrícolas.

Mas nós decidimos consultar os nossos ouvintes sobre como devemos nos referir ao fato. E a decisão não foi “uma escolha muito difícil”:

Ouça na edição 87 do Primeiro Café: