Bolsonaro e Pazuello irritam senadores da CPI com passeio de moto no Rio

Presidente e general apareceram sem máscara em aglomeração no Rio.

A presença do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, no passeio de moto de apoiadores puxado pelo presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro no fim de semana irritou os senadores que fazem parte da CPI da Covid.

Molecagem”, disse o senador Renan Calheiros, relator da CPI, à Folha.

O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, disse à CNN Brasil que Pazuello se tornou forte candidato a ser o primeiro indiciado pela comissão. O ex-ministro deve ser convocado para depor de novo aos senadores.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz, disse ao UOL que, se Pazuello mentir de novo, sairá algemado do Senado.

Ouça na edição 97 do Primeiro Café:

O que rolou na CPI da Covid essa semana?

Ernesto Araújo e Eduardo Pazuello prestaram depoimentos e foram acusados de mentir pelos senadores.

Na terça-feira, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que jamais provocou desavenças com o governo chinês.

Na verdade ele chamou o coronavírus de “comunavírus” e discutiu com o embaixador da China no Brasil.

Na edição 94 do Primeiro Café destacamos o sabão que a senadora Kátia Abreu deu no ex-Ernesto:

Na quarta-feira começou o depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O general da ativa compareceu sem uniforme, mas com terno e gravata. O primeiro dia terminou quando a sessão do Senado começou e Pazuello teve um mal-estar.

O piripaque do Pazuello foi o assunto da edição 95 do Primeiro Café:

Na quinta-feira, Pazuello voltou à CPI e saiu de lá com o título de “campeão das mentiras”.

O general tentou proteger o presidente e só deixou escapar que o presidente estava na reunião que decidiu que o Governo Federal não iria intervir na saúde pública do Amazonas durante o colapso da falta de oxigênio.

Ele também culpou o governo do Amazonas pela crise. Sobre o aplicativo TratCov, lançado pelo ministério e que indicava o inexistente tratamento precoce, Pazuello disse que o aplicativo foi roubado por um hacker.

Na edição 96 do Primeiro Café comentamos a semana na CPI da Covid e destacamos o momento insólito quando Pazuello confundiu o sobrenome Coronel, do senador Angelo Coronel, com uma patente militar:

A Rachel Cor quer saber:

Operação Akuanduba: Ministro do Meio Ambiente é alvo de operação da Polícia Federal

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tomou o Primeiro Café com a Polícia Federal na porta da casa dele.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao atual ministro do Meio Ambiente na manhã desta quarta-feira (19). Ele é um dos alvos da Operação Akuanduba, que investiga o envolvimento de agentes públicos e empresários do ramo madeireiro em irregularidades em processos de exportação de madeiras.

Em outras palavras: o ministro do Meio Ambiente é suspeito de ter atuado para ajudar no contrabando de madeira da Amazônia.

O presidente do Ibama, diretores e outros cargos comissionados foram afastados das funções pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Explicação sobre o nome da operação: Akuanduba é uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o estado do Pará. Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

Ouça na íntegra na edição 94 do #PrimeiroCafe

Na edição 73 do Primeiro Café, conversamos com a Txai Suruí, direto de Rondônia, e ela relatou que o ataque à vida dos povos indígenas é descarado.

_Desde a eleição do atual governo as pessoas invadem a nossa terra e ainda dizem que é porque agora pode, porque agora o governo permite. Eles falam isso na nossa cara: ‘essa terra não vai ser de vocês’, contou Txai.

Durante a pandemia houve um aumento do desmatamento dentro de terras indígenas aqui em Rondônia, contou.

Ouça a conversa com Txai Suruí no Primeiro Café:

Direita perde na eleição da Assembleia Constituinte do Chile

Socióloga Ana Prestes comentou no #PrimeiroCafe o resultado da eleição dos representantes populares que vão redigir a nova Constituição do país

Independentes e opositores saíram vitoriosos na eleição da Assembleia Constituinte do Chile realizada no final de semana. A votação é resultado dos protestos populares de 2019 que, entre outras demandas, pediam a substituição da atual Constituição do país que data da ditadura de Augusto Pinochet.

_A grande comemoração é por quem perdeu. Aquela ultradireita conservadora e pinochetista e também uma direita neoliberal mais arraigada perderam na eleição da Assembleia Constituinte, comentou Ana Prestes.

Ouça na íntegra na edição 92 do Primeiro Café:

O que rolou na CPI essa semana?

Sem dúvida, a segunda semana da CPI da Covid no Senado foi bem mais empolgante do que a primeira.

Na terça, o presidente da Anvisa, amigo pessoal de Bolsonaro, procurou se afastar das manifestações do presidente sobre a pandemia. Antônio Barra Torres reforçou divergências com Bolsonaro.

Ele justificou porque participou de uma manifestação sem máscara ao lado do presidente dizendo que, na época, o uso da máscara não era consenso.

Na quarta, Fábio Wajgarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, quase saiu preso do depoimento. Ele mentiu tanto que irritou os senadores.

A sessão terminou com o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, causando tumulto ao chamar Renan Calheiros de “vagabundo”.

Na quinta, o representante da Pfizer revelou que outro filho do presidente, o vereador carioca Carluxo, participou de reuniões de negociação das vacinas.

Carlos Murillo também revelou que as tratativas com o governo brasileiro começaram em maio do ano passado e que se o Brasil tivesse assinado contrato na época as primeiras doses seriam entregues em dezembro.

E já são 14 vezes que o governo Bolsonaro recusou uma oferta de vacina.

Três motivos para a escalada da violência entre israelenses e palestinos

Nas últimas semanas, confrontos entre judeus e muçulmanos em Jerusalém e na Cisjordânia elevaram alerta na região. A ONG Fuente Latina ajuda a explicar o que está acontecendo.

A escalada de violência é a pior dos últimos 5 anos e já deixou centenas de palestinos e dezenas de policiais feridos. A ONG Fuente Latina ouviu a especialista em geopolítica Leah Soibel, fundadora da organização.

Na segunda-feira, Dia de Jerusalém, os nacionalistas israelenses comemoraram a recuperação da parte oriental da cidade das mãos da Jordânia na Guerra dos Seis Dias de 1967 e o fato de que os judeus puderam orar novamente no Muro das Lamentações. O Muro, que é o lugar mais sagrado para o judaísmo, compartilha espaço com o terceiro lugar mais sagrado para o Islã, o complexo onde está localizada a mesquita de Al Aqsa. Todo o lugar é chamado pelos judeus de Monte do Templo e pelos muçulmanos Haram esh-Sharif.

E é lá que a tempestade atual está se formando.

“Existem vários elementos que nos levaram a este novo surto de violência”, explicou a especialista em geopolítica Leah Soibel. “A primeira, que o fim do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, está se aproximando, o que geralmente traz um aumento da violência na região.”

Ela explica que, além disso, os israelenses celebram o Dia de Jerusalém com uma marcha considerada por árabes israelenses e palestinos como provocativa.

Há um terceiro elemento, envolvendo a expulsão de 4 famílias palestinas de suas casas no bairro de Sheik Jarra, em Jerusalém, em árabe, ou Shimon Hatzadik, em hebraico, porque foram construídas em terras que pertenciam a judeus e que, atualmente, está em disputa judicial.

No dia 15 de maio, um dia após o Dia da Independência de Israel, os palestinos lembram do Dia da Catástrofe, que marca o nascimento do Estado de Israel e o êxodo de muitos palestinos.

“Há muitos elementos em poucos dias, além disso, não devemos esquecer que os palestinos iriam realizar eleições parlamentares e presidenciais, e o presidente Mahmoud Abbas cancelou sob o pretexto de que Israel não permitiu que os eleitores de Jerusalém Oriental pudesse exercer o direito ao voto ”, disse. “Na realidade, sabemos que a desunião e desarmonia interna palestina são as causas da estagnação política”, acrescentou.

Ouça na edição 88 do Primeiro Café:

Nem tratoraço, nem orçamento secreto: novo escândalo do governo vai ser chamado de #Bolsolão

Ouvintes do #PrimeiroCafe decidiram como devemos chamar o escândalo revelado pelo Estadão.

O presidente montou um esquema de distribuição de emendas parlamentares para comprar apoio do centrão e evitar o seu impeachment. Foi o que revelou o jornal O Estado de S. Paulo no último final de semana. O jornal apelidou o escândalo de “tratoraço”, em referência ao fato de que boa parte do dinheiro foi usada para comprar tratores e máquinas agrícolas.

Mas nós decidimos consultar os nossos ouvintes sobre como devemos nos referir ao fato. E a decisão não foi “uma escolha muito difícil”:

Ouça na edição 87 do Primeiro Café:

Oposição precisa levantar o tom com Lira, defende Melchionna sobre impeachment

Deputada participou do #PrimeiroCafe desta quarta-feira e comentou também a instalação da CPI da Covid no Senado

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) defendeu, em entrevista ao Primeiro Café nesta quarta-feira (28), que a oposição ao governo deve se unir e cobrar do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que se manifestante sobre os mais de 100 pedidos de impeachment de Bolsonaro.

_ Quem silencia diante do genocídio é cúmplice, disse.

Ela lembrou que o PSOL fez campanhas similares cobrando do ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia.

_Acho que temos que fazer com o Lira também, ele precisa ser responsabilizado e cumprir seu papel institucional, defendeu.

Melchionna assinou o primeiro pedido de impeachment de Bolsonaro – e vários outros. Hoje, há mais de 100 pedidos de impedimento esperando uma decisão do presidente da Câmara.

_Tenho convicção que a maior parte do povo brasileiro está com a gente. Claro que agora não podemos ir para a rua por conta da pandemia. Mas vamos aproveitar a primeira brecha para botar o bloco na rua, mostrar a nossa força e lutar pelo impedimento desse criminoso (em referência à Bolsonaro), disse a deputada gaúcha.

Fernanda Melchionna também comentou a manobra do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), para permitir a volta às aulas em meio à pandemia e falou sobre a instalação da CPI da Covid no Senado.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 79 do Primeiro Café:

Molon defende criação de CPI na Câmara para investigar Ricardo Salles

Líder da oposição foi entrevistado no #PrimeiroCafe e disse esperar que a Câmara dos Deputados se inspire no Senado e abra outras investigações contra o governo

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) disse, em entrevista ao Primeiro Café nesta terça-feira (27), que espera que a instalação da CPI da Covid no Senado pode “estimular a Câmara a abrir outras investigações”.

O deputado, que é líder da oposição, sugeriu, por exemplo, uma comissão para investigar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Isso após a presença virtual, numa reunião da Câmara, do delegado da Polícia Federal que enviou uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontando que o ministro atuou para atrapalhar as investigações sobre a maior apreensão de madeira ilegal do Brasil.

_Tenho pra mim que essa é um dos temas mais importantes para a Câmara investigar: a atuação de Ricardo Salles no desmonte da proteção ambiental e mesmo no favorecimento de grupos que transgridam a lei, o que seria o oposto do que a gente esperaria de um ministro do Meio Ambiente, defendeu.

Molon também disse que espera que a CPI da Covid no Senado faça um “trabalho rigoroso” e comemorou a ineficácia do governo ao tentar atrapalhar os trabalhos.

_Pra sorte da democracia o governo jogou muito mal, disse.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 78 do Primeiro Café:

PT inteiro quer que Lula seja candidato em 2022, diz Gleisi Hoffmann

Presidenta nacional do PT disse ao #PrimeiroCafe que, no entanto, a discussão sobre a eleição está “começando agora”

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT, disse, em entrevista ao Primeiro Café na sexta-feira (23), que o partido está iniciando as conversas com foco nas eleições presidenciais de 2022 e defendeu que o ex-presidente Lula seja o candidato.

_Eu quero que ele seja candidato, o partido inteiro quer que ele seja candidato, torço para isso. Mas ele não quer essa definição agora e a gente respeita, disse.

Gleisi explicou que as negociações para a eleição de 2022 estão começando agora.

_Estamos iniciando o trabalho (para 2022). Estávamos muito focados no julgamento (da suspeição de Moro), explicou.

Gleisi também comentou que o momento político não favorece uma discussão eleitoral. Ela citou a mortalidade pela covid, a volta da fome e o desemprego como prioridades.

_Lula está canalizando suas energias para tentar ter saída, conversar com os setores que possa estar junto no enfrentamento à pandemia e se você colocar uma bandeira eleitoral não consegue unificar, disse.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 76 do Primeiro Café: