O que rolou na CPI essa semana?

Sem dúvida, a segunda semana da CPI da Covid no Senado foi bem mais empolgante do que a primeira.

Na terça, o presidente da Anvisa, amigo pessoal de Bolsonaro, procurou se afastar das manifestações do presidente sobre a pandemia. Antônio Barra Torres reforçou divergências com Bolsonaro.

Ele justificou porque participou de uma manifestação sem máscara ao lado do presidente dizendo que, na época, o uso da máscara não era consenso.

Na quarta, Fábio Wajgarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, quase saiu preso do depoimento. Ele mentiu tanto que irritou os senadores.

A sessão terminou com o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, causando tumulto ao chamar Renan Calheiros de “vagabundo”.

Na quinta, o representante da Pfizer revelou que outro filho do presidente, o vereador carioca Carluxo, participou de reuniões de negociação das vacinas.

Carlos Murillo também revelou que as tratativas com o governo brasileiro começaram em maio do ano passado e que se o Brasil tivesse assinado contrato na época as primeiras doses seriam entregues em dezembro.

E já são 14 vezes que o governo Bolsonaro recusou uma oferta de vacina.

Três motivos para a escalada da violência entre israelenses e palestinos

Nas últimas semanas, confrontos entre judeus e muçulmanos em Jerusalém e na Cisjordânia elevaram alerta na região. A ONG Fuente Latina ajuda a explicar o que está acontecendo.

A escalada de violência é a pior dos últimos 5 anos e já deixou centenas de palestinos e dezenas de policiais feridos. A ONG Fuente Latina ouviu a especialista em geopolítica Leah Soibel, fundadora da organização.

Na segunda-feira, Dia de Jerusalém, os nacionalistas israelenses comemoraram a recuperação da parte oriental da cidade das mãos da Jordânia na Guerra dos Seis Dias de 1967 e o fato de que os judeus puderam orar novamente no Muro das Lamentações. O Muro, que é o lugar mais sagrado para o judaísmo, compartilha espaço com o terceiro lugar mais sagrado para o Islã, o complexo onde está localizada a mesquita de Al Aqsa. Todo o lugar é chamado pelos judeus de Monte do Templo e pelos muçulmanos Haram esh-Sharif.

E é lá que a tempestade atual está se formando.

“Existem vários elementos que nos levaram a este novo surto de violência”, explicou a especialista em geopolítica Leah Soibel. “A primeira, que o fim do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, está se aproximando, o que geralmente traz um aumento da violência na região.”

Ela explica que, além disso, os israelenses celebram o Dia de Jerusalém com uma marcha considerada por árabes israelenses e palestinos como provocativa.

Há um terceiro elemento, envolvendo a expulsão de 4 famílias palestinas de suas casas no bairro de Sheik Jarra, em Jerusalém, em árabe, ou Shimon Hatzadik, em hebraico, porque foram construídas em terras que pertenciam a judeus e que, atualmente, está em disputa judicial.

No dia 15 de maio, um dia após o Dia da Independência de Israel, os palestinos lembram do Dia da Catástrofe, que marca o nascimento do Estado de Israel e o êxodo de muitos palestinos.

“Há muitos elementos em poucos dias, além disso, não devemos esquecer que os palestinos iriam realizar eleições parlamentares e presidenciais, e o presidente Mahmoud Abbas cancelou sob o pretexto de que Israel não permitiu que os eleitores de Jerusalém Oriental pudesse exercer o direito ao voto ”, disse. “Na realidade, sabemos que a desunião e desarmonia interna palestina são as causas da estagnação política”, acrescentou.

Ouça na edição 88 do Primeiro Café:

Nem tratoraço, nem orçamento secreto: novo escândalo do governo vai ser chamado de #Bolsolão

Ouvintes do #PrimeiroCafe decidiram como devemos chamar o escândalo revelado pelo Estadão.

O presidente montou um esquema de distribuição de emendas parlamentares para comprar apoio do centrão e evitar o seu impeachment. Foi o que revelou o jornal O Estado de S. Paulo no último final de semana. O jornal apelidou o escândalo de “tratoraço”, em referência ao fato de que boa parte do dinheiro foi usada para comprar tratores e máquinas agrícolas.

Mas nós decidimos consultar os nossos ouvintes sobre como devemos nos referir ao fato. E a decisão não foi “uma escolha muito difícil”:

Ouça na edição 87 do Primeiro Café:

Oposição precisa levantar o tom com Lira, defende Melchionna sobre impeachment

Deputada participou do #PrimeiroCafe desta quarta-feira e comentou também a instalação da CPI da Covid no Senado

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) defendeu, em entrevista ao Primeiro Café nesta quarta-feira (28), que a oposição ao governo deve se unir e cobrar do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que se manifestante sobre os mais de 100 pedidos de impeachment de Bolsonaro.

_ Quem silencia diante do genocídio é cúmplice, disse.

Ela lembrou que o PSOL fez campanhas similares cobrando do ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia.

_Acho que temos que fazer com o Lira também, ele precisa ser responsabilizado e cumprir seu papel institucional, defendeu.

Melchionna assinou o primeiro pedido de impeachment de Bolsonaro – e vários outros. Hoje, há mais de 100 pedidos de impedimento esperando uma decisão do presidente da Câmara.

_Tenho convicção que a maior parte do povo brasileiro está com a gente. Claro que agora não podemos ir para a rua por conta da pandemia. Mas vamos aproveitar a primeira brecha para botar o bloco na rua, mostrar a nossa força e lutar pelo impedimento desse criminoso (em referência à Bolsonaro), disse a deputada gaúcha.

Fernanda Melchionna também comentou a manobra do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), para permitir a volta às aulas em meio à pandemia e falou sobre a instalação da CPI da Covid no Senado.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 79 do Primeiro Café:

Molon defende criação de CPI na Câmara para investigar Ricardo Salles

Líder da oposição foi entrevistado no #PrimeiroCafe e disse esperar que a Câmara dos Deputados se inspire no Senado e abra outras investigações contra o governo

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) disse, em entrevista ao Primeiro Café nesta terça-feira (27), que espera que a instalação da CPI da Covid no Senado pode “estimular a Câmara a abrir outras investigações”.

O deputado, que é líder da oposição, sugeriu, por exemplo, uma comissão para investigar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Isso após a presença virtual, numa reunião da Câmara, do delegado da Polícia Federal que enviou uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontando que o ministro atuou para atrapalhar as investigações sobre a maior apreensão de madeira ilegal do Brasil.

_Tenho pra mim que essa é um dos temas mais importantes para a Câmara investigar: a atuação de Ricardo Salles no desmonte da proteção ambiental e mesmo no favorecimento de grupos que transgridam a lei, o que seria o oposto do que a gente esperaria de um ministro do Meio Ambiente, defendeu.

Molon também disse que espera que a CPI da Covid no Senado faça um “trabalho rigoroso” e comemorou a ineficácia do governo ao tentar atrapalhar os trabalhos.

_Pra sorte da democracia o governo jogou muito mal, disse.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 78 do Primeiro Café:

PT inteiro quer que Lula seja candidato em 2022, diz Gleisi Hoffmann

Presidenta nacional do PT disse ao #PrimeiroCafe que, no entanto, a discussão sobre a eleição está “começando agora”

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT, disse, em entrevista ao Primeiro Café na sexta-feira (23), que o partido está iniciando as conversas com foco nas eleições presidenciais de 2022 e defendeu que o ex-presidente Lula seja o candidato.

_Eu quero que ele seja candidato, o partido inteiro quer que ele seja candidato, torço para isso. Mas ele não quer essa definição agora e a gente respeita, disse.

Gleisi explicou que as negociações para a eleição de 2022 estão começando agora.

_Estamos iniciando o trabalho (para 2022). Estávamos muito focados no julgamento (da suspeição de Moro), explicou.

Gleisi também comentou que o momento político não favorece uma discussão eleitoral. Ela citou a mortalidade pela covid, a volta da fome e o desemprego como prioridades.

_Lula está canalizando suas energias para tentar ter saída, conversar com os setores que possa estar junto no enfrentamento à pandemia e se você colocar uma bandeira eleitoral não consegue unificar, disse.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 76 do Primeiro Café: