Festival Literário de Óbidos marca reabertura da cultura em Portugal

Evento acontece entre 14 e 24 de outubro nas muralhas da cidade de Óbidos, uma vila medieval a uma hora de Lisboa.

Escritores, pensadores e agentes culturais se reúnem presencialmente, pela primeira vez desde o início da pandemia, na vila medieval para o Festival Literário Internacional de Óbidos (Folio).

O festival terá a participação de brasileiros como o escritor Itamar Vieira Júnior, o gestor cultural Afonso Borges, a historiadora Lilia Schwarcz, o jornalista Marcos Uchoa, entre outros.

O Primeiro Café estará em Óbidos e você vai ouvir conteúdos especiais direto do Folio nas edições dos próximos dias do programa.

Para saber mais sobre o Folio acesse: https://foliofestival.com/

Marina Silva defende impeachment: “Bolsonaro tem uma vida que testemunha contra ele”

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede) participou da edição 193 do Primeiro Café dentro da série de entrevistas tendo a democracia como pano de fundo.

Fundadora da Rede Sustentabilidade e candidata nas últimas eleições presidenciais, Marina Silva apoia o impeachment do presidente e defende a construção de uma alternativa “que não represente uma volta ao passado” para 2022.

_O que não se pode fazer é combater os erros do Bolsonaro utilizando as mesmas práticas. Se somos favoráveis à democracia, temos que ter abertura para o diálogo com o diferente, disse, em referência ao incidente ocorrido no protesto de São Paulo com Ciro Gomes.

Sobre as manifestações pelo impeachment de Bolsonaro, Marina disse que vê como “legítimos” os pedidos de afastamento do presidente.

_O Brasil não aguenta mais 13 meses com um presidente que não assume o papel de presidente. Ele usa a instituição presidência da república para fazer militância política para a próxima eleição. Como alguém fica quatro anos utilizando dinheiro público e o nosso povo completamente abandonado, disse.

Na última eleição, durante um debate na RedeTV, Marina silenciou Bolsonaro e o momento viralizou no YouTube. “Você pensa que pode resolver tudo no grito, Bolsonaro”, disse a então candidata. Para Marina, é impossível que alguém tenha se enganado com o atual presidente.

_Bolsonaro tem uma vida que testemunha contra ele. Uma pessoa que sabota a democracia e transformou o nosso país em párea em direitos humanos, meio ambiente, e várias áreas nas quais éramos referência, comentou Marina.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #193 do Primeiro Café:

Flávio Dino avalia conjuntura política e alerta que ameaça à democracia não foi afastada

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), foi o entrevistado desta quarta-feira da série Primeiro Café pela Democracia.

Para Flávio Dino (PSB), as manifestações da esquerda pelo impeachment do presidente Bolsonaro foram “vitoriosas” ao colocar nas ruas as críticas à má gestão do governo na pandemia e na economia. No entanto, o governador do Maranhão chamou de “episódio equivocado” a tentativa de agressão ocorridas em São Paulo contra Ciro Gomes.

_Não teremos resultados políticos mais expressivos se não houver a compreensão de que as diferenças são legítimas, mas que é preciso também compreender quem é o adversário principal, comentou Dino.

O governador maranhense voltou a alertar sobre as ameaças à democracia pelo bolsonarismo.

_Essas ameaças não foram afastadas. Diferente de alguns que acreditam que aquela carta escrita pelo Temer resolveu tudo, mas eu não acredito nisso. O bolsonarismo e a extrema-direita não renunciaram aos seus reais propósitos de subversão da Constituição e de destruição do aparato institucional democrático, alertou Flávio Dino.

Durante a entrevista, o governador ainda falou sobre a recente troca de partido – ele saiu do PCdoB e foi para o PSB – e comparou com uma mudança de casa “para o mesmo bairro”. Flávio Dino também atualizou a situação da pandemia no Maranhão e falou sobre as ações do governo.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #192 do Primeiro Café:

Carlos Lupi diz que tentativa de agressão contra Ciro abalou “profundamente” chances de diálogo

O ex-ministro e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, foi o convidado da edição desta terça-feira do Primeiro Café e comentou a tentativa de agressão física contra ele e Ciro Gomes no ato na Avenida Paulista no último domingo.

Presidente do partido fundado por Leonel Brizola, Carlos Lupi trabalha na articulação para viabilizar a candidatura de Ciro Gomes à presidência. Só que as críticas do pré-candidato pedetista ao ex-presidente Lula e ao PT resultaram em uma reação desproporcional no final do ato pelo impeachment do último domingo em São Paulo.

Ciro e Lupi deixaram o local às pressas enquanto militantes de esquerda proferiam xingamentos e lançavam objetos contra eles. Antes, durante a fala, Ciro foi vaiado por parte dos manifestantes.

_Já presenciei alguns momentos muito radicalizados entre o PDT e o PT, mas como esse eu nunca tinha visto, disse Lupi. Ele minimizou as vaias recebidas pelo pré-candidato de seu partido, mas disse estar “chocado” com a tentativa de agressão física, algo que “não pode acontecer” num ambiente democrático.

Ele disse que estava preocupado com a possibilidade de militantes de direita, como os do MBL, sofrerem algum tipo de agressão se participassem dos protestos e ficou surpreso ao ser alvo dos militantes de esquerda, lembrando que foi Ministro do Trabalho dos governos Lula e Dilma.

_O desrespeito foi maior que a agressão física. Fiquei chocado. Isso abalou profundamente as minhas convicções de qualquer possibilidade de um diálogo com civilidade no primeiro turno, disse Carlos Lupi.

Durante a entrevista, Lupi revelou que convidou o apresentador Datena para se filiar ao PDT e avaliar candidatura à vice-presidência, ao governo de São Paulo ou ao Senado. O presidente nacional do PDT também adiantou atividades que serão realizadas em janeiro de 2022 para marcar o centenário de nascimento de Brizola e contou a história de como conheceu o ex-governador do Rio e do Rio Grande do Sul.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #191 do Primeiro Café:

Tarso Genro aponta surgimento de novo centro democrático em alternativa ao centrão fisiológico

O ex-ministro Tarso Genro foi o primeiro entrevistado da série Primeiro Café pela Democracia. Carlos Lupi, Flavio Dino e Marina Silva são os próximos.

O ex-ministro da Justiça e da Educação e ex-governador do RS pelo PT, Tarso Genro, foi o primeiro entrevistado da série que ouvirá lideranças políticas quando falta um ano para a eleição de 2022.

Durante a conversa de cerca de 40 minutos, Tarso Genro falou sobre as manifestações pelo impeachment de Bolsonaro do último sábado.

_ Em termos de mobilização política e social as placas tectônicas recém começam a se movimentar. Essa foi a primeira grande experiência unitária. Eu acho que foi boa. Teve esses pontos baixos, a relação entre aliados em um momento como esse é muito complexa porque envolve também disputas eleitorais, mas eu acho que o saldo é muito positivo e traz experiências, disse Tarso.

O ex-ministro também comentou o cenário eleitoral para 2022, defendeu “bloquear” Bolsonaro e falou também sobre seu futuro político, descartando uma possível candidatura. Tarso Genro comentou ainda a posição do ex-presidente Lula nas pesquisas eleitorais e revelou o surgimento de um novo centro democrático em alternativa ao fisiológico centrão.

_Eu acho que a grande questão que se coloca hoje no Brasil é a formação de um centro político estável. Esse centro político foi ocupado ao longo de 88 até agora por uma articulação de caráter fisiológico e regionalista que vai dando estabilidade a todos os governos a troco de um orçamento muito complicado. Isso leva a um conjunto de deformações no espectro político do país, disse Tarso.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #190 do Primeiro Café:

Primeiro Café receberá Tarso, Lupi, Dino e Marina em série de entrevistas sobre a democracia

Lideranças políticas serão entrevistadas ao vivo na série “Primeiro Café pela Democracia” nos dias 4, 5, 6 e 7 de outubro.

Nós vamos ouvir Tarso Genro, Carlos Lupi, Flávio Dino e Marina Silva na semana seguinte às manifestações pelo impeachment convocadas pela oposição para o dia 2 de outubro e a um ano das eleições de 2022. As entrevistas, transmitidas ao vivo de 4 a 7 de outubro a partir das 8h, terão como pano de fundo as ameaças recentes à democracia e as movimentações para o ano eleitoral. 

Na segunda-feira, o ex-ministro e ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), será o entrevistado.

Na terça-feira, o convidado será o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Na quarta-feira, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), participará ao vivo.

Na quinta-feira, o podcast receberá a ex-senadora e ex-candidata à presidência, Marina Silva (Rede). 

Ouça ao vivo aqui!

Mulheres ocupam praça e impedem atos de extremistas em São Paulo

A escritora Daniela Abade participou do Primeiro Café e contou como nasceu a ação que ocupa praça em São Paulo e impede atos contra o aborto de extremistas religiosos

Uma ação solidária que nasceu da coragem de um grupo de mulheres dispostas a impedir uma manifestação extremista contra o direito ao aborto. Assim nasceu a Primavera da Solidariedade, evento que acontece até o fim de outubro na praça em frente ao Hospital Pérola Byington, no Bexiga, região central de São Paulo.

O hospital é um centro público de referência no atendimento a mulheres vítimas de violência. Nesse hospital são realizados abortos nos três casos previstos pela lei brasileira: estupro, gestação de fetos anencéfalos ou gravidez com risco de morte para a mãe.

Ouça na edição #186 do Primeiro Café:

Magno da Silva: Quem tem fome não pode esperar 2022

Atos pelo impeachment de Bolsonaro acontece no sábado, 2/10.  

As manifestações pelo impeachment de Bolsonaro no próximo sábado estão sendo convocadas pela frente Povo Na Rua. O professor Magno da Silva é presidente da Unidade Popular em Alagoas e participa ativamente da organização dos atos.

“Quem não tem pressa é que está de barriga cheia, quem tem fome, quem está na fila do osso, tem pressa”, disse ele durante a participação na edição 187 do Primeiro Café.

No próximo sábado, pelo menos 76 cidades terão protestos contra Bolsonaro:

Ouça na edição #187 do Primeiro Café:

Adriane Rampazzo analisa discurso dominante do governo Bolsonaro

No episódio da última terça-feira, a professora Adriane Rampazzo participou ao vivo do Primeiro Café.

Mestra em Direito pela Universidade de Lisboa, a professora Adriane Rampazzo pesquisou as consequências dos discursos na sociedade. Diante do aumento das falas que direcionam ódio para grupos específicos, a professora

“Quando se fala em discurso dominante é sempre preciso pensar em relações de poder. O que o discurso dominante fala sobre indígenas e quilombolas pelo menos nos últimos anos, qual é a crescente que se tem nesses discursos?”, questiona a professora.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #176 do Primeiro Café:

Pedro Abramovay repercute manifestações do 7 de setembro

No episódio da última quarta-feira, o cientista político Pedro Abramovay nos ajudou a repercutir as manifestações antidemocráticas do dia anterior no Primeiro Café.

Mestre em direito e doutor em ciência política, Pedro Abramovay conversou com o Primeiro Café um dia depois dos protestos de 7 de setembro que levaram pautas antidemocráticas para as ruas de várias cidades brasileiras.

“Foi muito maior do que a gente considera aceitável numa democracia”, avalia. “Isso mostra que uma visão política autoritária está presente e vai estar presente por muito tempo”, comenta Abramovay.

Ouça na edição #173 do Primeiro Café: