#320 Atos de 1º de maio reforçam polarização Lula x Bolsonaro

Os atos de 1º de maio realizados ontem tiveram público abaixo do esperado tanto nas manifestações das centrais sindicais com Lula quanto nos protestos dos golpistas com Bolsonaro. O baixo público deixa evidente que, neste momento, a cinco meses do dia 2 de outubro, só políticos, jornalistas e militantes muito apaixonados só pensam naquilo: a eleição.

Mas os atos do Dia do Trabalho e dos trabalhadores e das trabalhadoras também deixaram outros indicativos. O principal ficou evidente nas telas divididas das televisões de notícias durante todo o domingo. De um lado, o ato com Lula, de outro, com Bolsonaro. A tal polarização está consolidada e, de agora até outubro, a discussão vai ser entre defensores e detratores desses dois personagens.

Lula vai ter que redobrar o cuidado com o que fala. No final de semana ele se envolveu em uma polêmica por causa de uma gafe cometida no sábado. Lula disse que Bolsonaro gosta mais de policial do que de gente, o trecho foi repercutido fortemente pelos bolsoanristas e o ex-presidente usou o ato do 1º de maio para pedir desculpas e fazer um carinho desproporcional nas polícias.

Os atos de ontem também evidenciam o caráter golpista de parte importante dos eleitores do Bolsonaro. Eles voltaram a pedir o fechamento do STF e intervenção militar. O presidente chegou a ir ao ato em Brasília, mas desistiu de discursar porque pegaria mal. Sem contar o sósia do vicking do Capitólio que apareceu em uma manifestação no Rio de Janeiro, indicando que a ideia dos bolsonaristas, quando derrotados, é mesmo copiar o que fizeram os apoiadores de Trump nos Estados Unidos.

#273 Falta muito para chamar Bolsonaro de extrema-direita?

Já se passaram mais de 3 anos de um governo de extrema-direita, para dizer o mínimo, e mesmo assim Bolsonaro ainda não é chamado de extrema-direita pela grande mídia brasileira.

Mesmo visitando o líder extremista Viktor Orban na Hungria, citando o lema do fascismo italiano e reforçando seus laços com o extremista, isso tudo ainda não é suficiente para jornais e televisões mudarem seus manuais internos que proíbem que Bolsonaro seja chamado de extrema-direita.

Três anos depois de sucessivas provas de que o bolsonarismo é a extrema-direita e às vésperas de mais uma eleição, parece que, novamente, teremos uma omissão dos grandes veículos em chamar as coisas pelo nome.

Bolsonaro se encontrou com o líder extremista húngaro, Viktor Orbán. Bolsonaro chamou o líder homofóbico de irmão e usou um lema fascista para afirmar os supostos valores que eles representariam: “Deus, Pátria, Família e Liberdade”. A expressão tem origem no fascismo italiano da década de 20 e foi replicado pelos integralistas no Brasil no mesmo período.

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#271 Telegram na mira da Justiça eleitoral

O aplicativo russo de mensagens Telegram pode ser banido do Brasil por não colaborar com a Justiça eleitoral no combate às fake news.

A Justiça eleitoral assinou ontem um acordo ontem com as redes sociais para combater a desinformação. O Telegram, empresa criada na Rússia, nem recebeu a cartinha do TSE. A empresa não tem escritório no Brasil e as autoridades brasileiras nunca conseguiram contato.

Semana passada, por outro lado, o Telegram bloqueou canais na Alemanha após meses de pressão. O ministro Luís Roberto Barroso, que preside o TSE, disse que o aplicativo pode ser banido do Brasil se não colaborar. Foi com essa ameaça que a Alemanha conseguiu que a empresa atuasse contra canais extremistas.

O TELEGRAM NAS ELEIÇÕES
O Telegram tem tudo para ser o novo queridinho da milícia digital bolsonarista para espalhar fake news. O aplicativo de mensagens não restringe conteúdos e facilita a distribuição em massa. Por isso, o Telegram é hoje a principal preocupação da Justiça eleitoral para a campanha deste ano.

Hoje, os principais pré-candidatos à presidência já estão lá. Ciro Gomes tem um canal com quase 20 mil inscritos, Lula tem quase 50 mil, já Bolsonaro tem mais de 1 milhão de inscritos. Os filhos do presidente também têm mais seguidores no Telegram do que Lula. Os números deixam evidente que o Telegram em 2022 será usado como o WhatsApp em 2018. Isso porque no Telegram pode tudo.

No final de janeiro, Bolsonaro foi perguntado por um apoiador no cercadinho sobre a ameaça de bloqueio do Telegram e disse que estava tratando do assunto.

BLOGUEIRO X MORAES
Foi o Telegram a plataforma escolhida pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que está foragido nos Estados Unidos e banido das redes sociais, para xingar o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele tem criado perfis nas redes sociais e divulgado pelo Telegram.

No Telegram, pode tudo, até xingar ministro. Depois que Bolsonaro descumpriu ordem do ministro Alexandre de Moraes e nada aconteceu, o blogueiro parece ter sido tomado por uma garantia de impunidade. Ele seguiu provocando o ministro do STF.

TSE ASSINA ACORDO COM REDES
Ontem, o TSE assinou um acordo de cooperação para combater as fake news nas redes sociais. O atual presidente da Justiça eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso apresentou a lista de parceiros sem o Telegram. No domingo, o ministro ameaçou banir do Brasil em entrevista ao jornal O Globo. Mas a possibilidade de bloquear o Telegram poderá motivar uma disputa jurídica sobre a legalidade da operação do aplicativo no país.

O órgão eleitoral brasileiro fez contatos com o diretor-executivo da empresa, Pavel Durov, para discutir estratégias de combate à desinformação. Nunca obteve uma resposta. Segundo o telejornal SBT News, a carta enviada pelo TSE ao endereço no país foi devolvida e não chegou ao destinatário.
 

TELEGRAM NO BRASIL
O Telegram possui uma alta capacidade de viralização com grupos que podem comportar até 200 mil membros e não modera conteúdo — a não ser em casos como de terrorismo. O Telegram não tem sede nem representante legal no Brasil. Foi criado por dois irmãos russos fundadores da VK, a maior rede social do país. O Telegram é uma empresa separada e tem sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O aplicativo ganhou muitos usuários no Brasil durante o apagão operacional sofrido pelo WhatsApp em outubro de 2021, e nos episódios de anos anteriores em que o app de propriedade da Meta, ex-Facebook, foi bloqueado pela Justiça brasileira por não prestar informações. O Telegram atinge 53% dos celulares do Brasil, segundo pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box de setembro. 

TELEGRAM EM OUTROS PAÍSES
Em outros países o Telegram já sofre restrições. Na China, o app é proibido. Na Indonésia e na Índia tem algumas restrições como a garantia de que cumpra as leis locais de não disseminar o ódio ou mesmo incitar crimes e protestos violentos contra o governo. Na Rússia e no Paquistão o Telegram ficou bloqueado por anos.
 

BLOQUEIOS NA ALEMANHA
Na Alemanha, o Telegram bloqueou 64 perfis que disseminavam informações falsas, discursos de ódio contra minorias e combinavam até atos terroristas. Foi a primeira vez que o app tomou uma atitude no país. E isso só ocorreu após o governo pressionar a plataforma e ameaçar com o banimento. 

A Justiça eleitoral brasileira será comandada pelo ministro Edson Fachin a partir do dia 22 de fevereiro até o meio de agosto, quando assume o ministro Alexandre de Moraes, que vai presidir o TSE durante as eleições. Ele é o relator do “inquérito das fake news” e, talvez por isso, é um dos principais alvos dos apoiadores do Bolsonaro.

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#269 Mick Jagger da política vai à Rússia no pior momento

Bolsonaro embarca hoje para uma visita oficial ao presidente russo Vladimir Putin.

O encontro entre os dois deve ser na quarta, mesmo dia que, segundo os Estados Unidos passaram o final de semana inteiro jurando, a Rússia iniciará a invasão da Ucrânia. A viagem de Bolsonaro a Moscou gera um temor de que o presidente cometa alguma gafe diplomática em meio às tensões de guerra na Europa.

Desde que começaram as atuais tensões entre a Rússia e a OTAN por causa da Ucrânia, nunca a situação escalou tanto quanto neste final de semana. De um lado, os Estados Unidos reforçaram os alertas que têm feito nos últimos dias, de que a Rússia pode invadir a Ucrânia a qualquer momento.

Por outro lado, a Rússia iniciou exercícios militares pesados em Belarus, na fronteira com a Ucrânia. No final de semana, o presidente dos Estados Unidos conversou por telefone com o próprio Putin e ameaçou reagir em caso de invasão.

O presidente russo respondeu que não vai invadir a Ucrânia e que tudo não passa de histeria norte-americana. O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, entrou nas negociações às vésperas de viajar a Moscou. Biden falou também com o presidente da Ucrânia e com Emmanuel Macron.

Nos últimos dias, vários países esvaziaram suas embaixadas em Kiev e orientaram seus cidadãos a deixarem o país. O espaço aéreo continua aberto, mas as seguradoras já não cobrem mais voos para a Ucrânia

Em meio à tensão militar na fronteira entre Rússia e Ucrânia, Bolsonaro viaja hoje para Moscou, onde será recebido na quarta pelo presidente russo. Em seguida, visitará a Hungria, liderada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán. 

A BBC já chamou Bolsonaro de “Mick Jagger da política” e lista uma série de trapalhadas internacionais do presidente. Ele apoiou irrestritamente a reeleição de Donald Trump e perdeu. Também apoiou candidatos derrotados em Israel, na Argentina, no Peru, no Chile etc.

A fama de pé frio do presidente também é sentida no futebol. Bolsonaro já deu azar para vários times brasileiros, que perderam, caíram de divisão ou perderam títulos após o presidente vestir a camiseta.

Mick Jagger ganhou fama de pé frio na Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul. Na época, a presença do cantor foi notada em diversos jogos – sempre na torcida pelo lado perdedor. 

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#268 PF: Milícia digital usa estrutura do gabinete do ódio

Estamos trabalhando há 0 dias sem nenhum ataque à democracia por parte do presidente e de sua milícia digital.

Milícia essa que, segundo a Polícia Federal divulgou agora, usa a estrutura do famoso “gabinete do ódio” do Carluxo.

Depois de voltar de uma viagem de campanha ao Nordeste paga com dinheiro público, Bolsonaro foi ao cercadinho falar com o gado e anunciou que “algo vai acontecer”. 

A Polícia Federal descobriu que a milícia digital que tem feito frequentes ataques à democracia no Brasil usa a estrutura do chamado “gabinete do ódio”, liderado pelos filhos do Bolsonaro. A conclusão está em um relatório que a delegada Denisse Ribeiro entregou ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

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#266 Máquina de fake news bolsonarista foca em religiosos

Recentemente o jornal da Igreja Universal publicou um texto que dizia que era impossível ser cristão de esquerda.

A publicação no jornal gratuito da igreja do Bispo Macedo é só a ponta do iceberg da desinformação com teor religioso que já começou a inundar as redes sociais e os aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram.

Ainda faltam meses para a eleição, mas a máquina bolsonarista de fake news já está trabalhando a todo o vapor. Reportagem desta semana da Folha mostra que Lula e Moro são os alvos preferenciais, o que deixa evidente quem está por trás das mentiras. E as fake news envolvendo políticos, algumas recicladas de 2018, miram principalmente o público religioso. Um reflexo das pesquisas recentes que mostraram que Bolsonaro já perde parte do eleitorado evangélico. Em pesquisa recente do site Poder 360, Lula e Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nesse grupo de eleitores.

Um portal de mentiras tem como manchete “homem faz tatuagem no ânus em protesto a Bolsonaro”. Os exemplos vão além do grotesco com intenção de chocar, mas mantêm um padrão de tema moral, conservador ou religioso. Ontem mesmo a Revista Fórum constatou que circulou em grupos de WhatsApp bolsonaristas um tuíte falsamente atribuído ao ex-presidente Lula em defesa da ação do vereador Renato Freitas, que liderou uma manifestação dentro de uma igreja em Curitiba. O texto grosseiro simula o ex-presidente dizendo que vai cobrar impostos das igrejas e obrigá-las a casar casais gays. 

Também foi reciclada a já famosa fake news envolvendo o padre Marcelo Rossi. Voltou a circular uma mensagem de áudio com críticas à esquerda atribuídas ao padre Marcelo Rossi, que surgiu em 2018 e já foi desmentida até pelo próprio. O Portal G1, através da agência de checagem “É fato ou fake”, descobriu que o áudio, na verdade, foi gravado por um líder da igreja evangélica Bola de Neve. 

Também voltou a circular um vídeo que mostra um guia turístico dizendo que o Lula se recusou deixar flores em homenagem às vítimas do Holocausto quando visitou Israel, e que isso teria causado um incidente diplomático. A informação analisada pela agência Lupa é falsa. Diferente do que afirma o homem na gravação, o ex-presidente Lula viajou para Israel e prestou homenagem às vítimas do Holocausto, deixando uma coroa de flores em um museu israelense. A viagem aconteceu em 2010, durante o último ano de governo do petista. 

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#261 Empatado com Doria, Janones ataca Bolsonaro e Ciro

A surpresa da eleição, o deputado André Janones, disse que Bolsonaro não é uma opção de voto para o segundo turno.

Ele que, no início do mandato, disse que tinha esperança que Bolsonaro fosse ressignificar a política.

Janones aparece nas pesquisas empatado com Doria e, esta semana, deu várias entrevistas para se apresentar aos eleitores.

Pressionado pelos jornalistas, acabou chamando, indiretamente, Ciro Gomes de covarde por ter ido para Paris no segundo turno da eleição em 2018 e disse que jamais votaria em Bolsonaro. 

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#262 Bolsonaro cometeu crime em live, diz PF

A Polícia Federal concluiu que Bolsonaro cometeu crime ao divulgar informações sigilosas de uma investigação sobre um ataque hacker ao TSE.

Bolsonaro mostrou documentos em uma live no ano passado. Apesar de ter cometido crime, a PF diz que como o presidente tem foro privilegiado, a investigação foi encerrada.

A delegada Denisse Ribeiro enviou ao ministro Alexandre de Moraes a conclusão do inquérito.

Para a delegada, Bolsonaro cometeu crime de violação de sigilo, uma vez que a todo servidor público é determinado que guarde segredo de informações confidenciais.

Sobre a ausência de Bolsonaro no depoimento sobre o caso, ela alega que não fez diferença nenhuma.

A delegada do caso é a mesma que prendeu o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, por ameaças aos ministros do STF.

Agora a investigação que concluiu que o presidente cometeu mais um crime deve ir para a gaveta do PGR.

Augusto Aras deve estar fazendo coleção. Na última vez que contaram, já eram 25 denúncias contra o Bolsonaro na gaveta do procurador-geral.

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#261 Bolsonaro culpa vítimas da chuva em SP

Presidente disse que “falta de visão de futuro” das pessoas que vivem em áreas de risco.

O presidente Bolsonaro visitou a cidade de Francisco Morato, onde três crianças e um adolescente morreram em consequência das chuvas que castigam o estado de São Paulo nos últimos dias.

Bolsonaro sobrevoou a área em um helicóptero e, na sequência, desfilou em carro aberto pela cidade, em tom de campanha. Alguns apoiadores seguiram o veículo, mas o presidente teve de ouvir gritos de apoio a Lula.

Antes, Bolsonaro fez mais uma infeliz declaração ao culpar as vítimas da chuva pela própria tragédia por “falta de visão de futuro”. Ao perceber a gafe, ressaltou que muitas pessoas vivem nesses lugares por necessidade.

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#258 Sextou com Bolsonaro e Moro no paredão

Hoje o presidente vai ter que depor à Polícia Federal a mando do ministro Alexandre de Moraes.

É naquela investigação sobre o vazamento de um inquérito sigiloso sobre um ataque hacker ao TSE que o Bolsonaro divulgou.

Já o ex-juiz Sergio Moro vai tentar explicar a sua relação de trabalho com a consultoria que atendeu empresas prejudicadas pela Lava Jato.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, intimou o presidente Bolsonaro a prestar depoimento hoje às 2 da tarde na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. Bolsonaro será ouvido na investigação que apura o vazamento de um inquérito sigiloso da PF sobre um ataque hacker ao TSE que o presidente postou no Twitter para criticar o sistema eleitoral. Como o presidente não se apresentou para depor dentro do prazo, o ministro decidiu agendar o depoimento.

O ex-ministro de Bolsonaro, Sergio Moro, depois de muita pressão, marcou para esta sexta, às 6 da tarde, uma live para divulgar o quanto ganhou por trabalhar em uma consultoria nos Estados Unidos. A relação do ex-juiz com a Alvarez & Marsal está sendo investigada pelo TCU por suspeita de conflito de interesses. Isso porque a consultoria com sede nos Estados Unidos atendeu empresas em recuperação judicial após serem afetadas pela operação Lava Jato, que o ex-juiz julgou e coordenou, como mostraram as mensagens da Vaza Jato. A suspeita é que o ex-juiz possa ter usado informações que tinha dos processos da Lava Jato durante o trabalho. 

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