Flávio Dino avalia conjuntura política e alerta que ameaça à democracia não foi afastada

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), foi o entrevistado desta quarta-feira da série Primeiro Café pela Democracia.

Para Flávio Dino (PSB), as manifestações da esquerda pelo impeachment do presidente Bolsonaro foram “vitoriosas” ao colocar nas ruas as críticas à má gestão do governo na pandemia e na economia. No entanto, o governador do Maranhão chamou de “episódio equivocado” a tentativa de agressão ocorridas em São Paulo contra Ciro Gomes.

_Não teremos resultados políticos mais expressivos se não houver a compreensão de que as diferenças são legítimas, mas que é preciso também compreender quem é o adversário principal, comentou Dino.

O governador maranhense voltou a alertar sobre as ameaças à democracia pelo bolsonarismo.

_Essas ameaças não foram afastadas. Diferente de alguns que acreditam que aquela carta escrita pelo Temer resolveu tudo, mas eu não acredito nisso. O bolsonarismo e a extrema-direita não renunciaram aos seus reais propósitos de subversão da Constituição e de destruição do aparato institucional democrático, alertou Flávio Dino.

Durante a entrevista, o governador ainda falou sobre a recente troca de partido – ele saiu do PCdoB e foi para o PSB – e comparou com uma mudança de casa “para o mesmo bairro”. Flávio Dino também atualizou a situação da pandemia no Maranhão e falou sobre as ações do governo.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #192 do Primeiro Café:

Tarso Genro aponta surgimento de novo centro democrático em alternativa ao centrão fisiológico

O ex-ministro Tarso Genro foi o primeiro entrevistado da série Primeiro Café pela Democracia. Carlos Lupi, Flavio Dino e Marina Silva são os próximos.

O ex-ministro da Justiça e da Educação e ex-governador do RS pelo PT, Tarso Genro, foi o primeiro entrevistado da série que ouvirá lideranças políticas quando falta um ano para a eleição de 2022.

Durante a conversa de cerca de 40 minutos, Tarso Genro falou sobre as manifestações pelo impeachment de Bolsonaro do último sábado.

_ Em termos de mobilização política e social as placas tectônicas recém começam a se movimentar. Essa foi a primeira grande experiência unitária. Eu acho que foi boa. Teve esses pontos baixos, a relação entre aliados em um momento como esse é muito complexa porque envolve também disputas eleitorais, mas eu acho que o saldo é muito positivo e traz experiências, disse Tarso.

O ex-ministro também comentou o cenário eleitoral para 2022, defendeu “bloquear” Bolsonaro e falou também sobre seu futuro político, descartando uma possível candidatura. Tarso Genro comentou ainda a posição do ex-presidente Lula nas pesquisas eleitorais e revelou o surgimento de um novo centro democrático em alternativa ao fisiológico centrão.

_Eu acho que a grande questão que se coloca hoje no Brasil é a formação de um centro político estável. Esse centro político foi ocupado ao longo de 88 até agora por uma articulação de caráter fisiológico e regionalista que vai dando estabilidade a todos os governos a troco de um orçamento muito complicado. Isso leva a um conjunto de deformações no espectro político do país, disse Tarso.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #190 do Primeiro Café: