#256 Podemos falar em fim da pandemia? Entrevista com Pedro Hallal

Falta muito para chegar o fim da pandemia? Essa semana, pela primeira vez, autoridades da Organização Mundial de Saúde falaram sobre isso. Mas há divergências inclusive dentro da OMS.

Levamos as nossas dúvidas para o epidemiologista Pedro Hallal, professor da Universidade Federal de Pelotas. Hallal, que sofreu censura por ser um crítico do governo Bolsonaro, tem manifestado otimismo com os possíveis efeitos da variante ômicron e aponta as inúmeras falhas no combate à pandemia por parte do governo brasileiro. 

Dois anos depois, o diretor da organização na Europa diz que após a onda da variante ômicron, a covid pode se tornar endêmica no continente. Já o chefe dele, o diretor da OMS, Tedros Adhanom, alerta que o cenário é favorável para o surgimento de novas variantes. Para ele, é precipitado falar sobre o fim da pandemia enquanto todos os países não vacinarem 70% da população. Hoje, entre os países da África, apenas 15% da população foi vacinada. 

E no Brasil? O país está enfrentando a maior onda de casos da pandemia, com recortes diários. Há aumento de pessoas internadas em alguns locais, como Brasília. Nada indica que a pandemia está acabando no Brasil. O Carnaval já foi adiado. Será que a falta de ação do governo Bolsonaro pode adiar até o fim da pandemia?   
 

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#252 Lula confirma Alckmin

O ex-presidente Lula dobrou a aposta sobre ter Geraldo Alckmin como vice. Em entrevista a sites independentes, Lula foi bem direto ao dizer que não vê problema nenhum em se aliar com o ex-tucano.

Na entrevista de cerca de duas horas, Lula chamou Moro de canalha, ofereceu a porta dos fundos ao Bolsonaro, comentou política internacional e falou sobre sua saúde e segurança.

LULA CONFIRMA ALCKMIN
O ex-presidente Lula deu entrevista ontem para sites de esquerda e afirmou que não tem nenhum problema em compor uma chapa com o ex-tucano Geraldo Alckmin. A pergunta sobre a possível aliança inusitada foi a primeira da entrevista coletiva de duas horas de duração.

Logo após a entrevista, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, já sinalizou que vai apoiar Lula mesmo se Alckmin for o vice. Na entrevista, Lula também falou sobre um assunto delicado, mas que todo mundo está pensando: o fato de ter 76 anos e os riscos à sua segurança. Lula também disse que não acredita em revolta bolsominion em caso de derrota nas eleições.

Questionado sobre a relação com os Estados Unidos, Lula criticou o que chamou de complexo de vira-lata da elite brasileira. Ainda sobre o tema, o ex-presidente disse que o Brasil precisa voltar a ser respeitado. E ilustrou com uma história de um diálogo com o ex-presidente norte-americano George W Bush.

Lula chegou a dizer que teve uma melhor relação com Bush do que com Obama. Lembrando que o ex-presidente Barack Obama disse, em entrevista ao Bial, chegou a citar as denúncias contra Lula.  Quando falava sobre o papel dos empresários brasileiros na reconstrução do país, Lula não escondeu sua decepção ao lembrar que, hoje, um dos empresários mais conhecidos é o Véio da Havan.

Lula falou rapidamente sobre a discussão aberta após ele chamar atenção para as mudanças na legislação trabalhistas na Espanha. Perguntado sobre a relação com os militares, Lula disse que não se preocupa porque acha que os militares que ocupam o governo Bolsonaro não representam a maioria das Forças Armadas.
Ouça no programa de hoje os melhores momentos da entrevista.
 

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Marina Silva defende impeachment: “Bolsonaro tem uma vida que testemunha contra ele”

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede) participou da edição 193 do Primeiro Café dentro da série de entrevistas tendo a democracia como pano de fundo.

Fundadora da Rede Sustentabilidade e candidata nas últimas eleições presidenciais, Marina Silva apoia o impeachment do presidente e defende a construção de uma alternativa “que não represente uma volta ao passado” para 2022.

_O que não se pode fazer é combater os erros do Bolsonaro utilizando as mesmas práticas. Se somos favoráveis à democracia, temos que ter abertura para o diálogo com o diferente, disse, em referência ao incidente ocorrido no protesto de São Paulo com Ciro Gomes.

Sobre as manifestações pelo impeachment de Bolsonaro, Marina disse que vê como “legítimos” os pedidos de afastamento do presidente.

_O Brasil não aguenta mais 13 meses com um presidente que não assume o papel de presidente. Ele usa a instituição presidência da república para fazer militância política para a próxima eleição. Como alguém fica quatro anos utilizando dinheiro público e o nosso povo completamente abandonado, disse.

Na última eleição, durante um debate na RedeTV, Marina silenciou Bolsonaro e o momento viralizou no YouTube. “Você pensa que pode resolver tudo no grito, Bolsonaro”, disse a então candidata. Para Marina, é impossível que alguém tenha se enganado com o atual presidente.

_Bolsonaro tem uma vida que testemunha contra ele. Uma pessoa que sabota a democracia e transformou o nosso país em párea em direitos humanos, meio ambiente, e várias áreas nas quais éramos referência, comentou Marina.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #193 do Primeiro Café:

Flávio Dino avalia conjuntura política e alerta que ameaça à democracia não foi afastada

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), foi o entrevistado desta quarta-feira da série Primeiro Café pela Democracia.

Para Flávio Dino (PSB), as manifestações da esquerda pelo impeachment do presidente Bolsonaro foram “vitoriosas” ao colocar nas ruas as críticas à má gestão do governo na pandemia e na economia. No entanto, o governador do Maranhão chamou de “episódio equivocado” a tentativa de agressão ocorridas em São Paulo contra Ciro Gomes.

_Não teremos resultados políticos mais expressivos se não houver a compreensão de que as diferenças são legítimas, mas que é preciso também compreender quem é o adversário principal, comentou Dino.

O governador maranhense voltou a alertar sobre as ameaças à democracia pelo bolsonarismo.

_Essas ameaças não foram afastadas. Diferente de alguns que acreditam que aquela carta escrita pelo Temer resolveu tudo, mas eu não acredito nisso. O bolsonarismo e a extrema-direita não renunciaram aos seus reais propósitos de subversão da Constituição e de destruição do aparato institucional democrático, alertou Flávio Dino.

Durante a entrevista, o governador ainda falou sobre a recente troca de partido – ele saiu do PCdoB e foi para o PSB – e comparou com uma mudança de casa “para o mesmo bairro”. Flávio Dino também atualizou a situação da pandemia no Maranhão e falou sobre as ações do governo.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #192 do Primeiro Café: