Marina Silva defende impeachment: “Bolsonaro tem uma vida que testemunha contra ele”

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede) participou da edição 193 do Primeiro Café dentro da série de entrevistas tendo a democracia como pano de fundo.

Fundadora da Rede Sustentabilidade e candidata nas últimas eleições presidenciais, Marina Silva apoia o impeachment do presidente e defende a construção de uma alternativa “que não represente uma volta ao passado” para 2022.

_O que não se pode fazer é combater os erros do Bolsonaro utilizando as mesmas práticas. Se somos favoráveis à democracia, temos que ter abertura para o diálogo com o diferente, disse, em referência ao incidente ocorrido no protesto de São Paulo com Ciro Gomes.

Sobre as manifestações pelo impeachment de Bolsonaro, Marina disse que vê como “legítimos” os pedidos de afastamento do presidente.

_O Brasil não aguenta mais 13 meses com um presidente que não assume o papel de presidente. Ele usa a instituição presidência da república para fazer militância política para a próxima eleição. Como alguém fica quatro anos utilizando dinheiro público e o nosso povo completamente abandonado, disse.

Na última eleição, durante um debate na RedeTV, Marina silenciou Bolsonaro e o momento viralizou no YouTube. “Você pensa que pode resolver tudo no grito, Bolsonaro”, disse a então candidata. Para Marina, é impossível que alguém tenha se enganado com o atual presidente.

_Bolsonaro tem uma vida que testemunha contra ele. Uma pessoa que sabota a democracia e transformou o nosso país em párea em direitos humanos, meio ambiente, e várias áreas nas quais éramos referência, comentou Marina.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #193 do Primeiro Café:

Flávio Dino avalia conjuntura política e alerta que ameaça à democracia não foi afastada

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), foi o entrevistado desta quarta-feira da série Primeiro Café pela Democracia.

Para Flávio Dino (PSB), as manifestações da esquerda pelo impeachment do presidente Bolsonaro foram “vitoriosas” ao colocar nas ruas as críticas à má gestão do governo na pandemia e na economia. No entanto, o governador do Maranhão chamou de “episódio equivocado” a tentativa de agressão ocorridas em São Paulo contra Ciro Gomes.

_Não teremos resultados políticos mais expressivos se não houver a compreensão de que as diferenças são legítimas, mas que é preciso também compreender quem é o adversário principal, comentou Dino.

O governador maranhense voltou a alertar sobre as ameaças à democracia pelo bolsonarismo.

_Essas ameaças não foram afastadas. Diferente de alguns que acreditam que aquela carta escrita pelo Temer resolveu tudo, mas eu não acredito nisso. O bolsonarismo e a extrema-direita não renunciaram aos seus reais propósitos de subversão da Constituição e de destruição do aparato institucional democrático, alertou Flávio Dino.

Durante a entrevista, o governador ainda falou sobre a recente troca de partido – ele saiu do PCdoB e foi para o PSB – e comparou com uma mudança de casa “para o mesmo bairro”. Flávio Dino também atualizou a situação da pandemia no Maranhão e falou sobre as ações do governo.

Ouça a entrevista na íntegra na edição #192 do Primeiro Café: