#320 Atos de 1º de maio reforçam polarização Lula x Bolsonaro

Os atos de 1º de maio realizados ontem tiveram público abaixo do esperado tanto nas manifestações das centrais sindicais com Lula quanto nos protestos dos golpistas com Bolsonaro. O baixo público deixa evidente que, neste momento, a cinco meses do dia 2 de outubro, só políticos, jornalistas e militantes muito apaixonados só pensam naquilo: a eleição.

Mas os atos do Dia do Trabalho e dos trabalhadores e das trabalhadoras também deixaram outros indicativos. O principal ficou evidente nas telas divididas das televisões de notícias durante todo o domingo. De um lado, o ato com Lula, de outro, com Bolsonaro. A tal polarização está consolidada e, de agora até outubro, a discussão vai ser entre defensores e detratores desses dois personagens.

Lula vai ter que redobrar o cuidado com o que fala. No final de semana ele se envolveu em uma polêmica por causa de uma gafe cometida no sábado. Lula disse que Bolsonaro gosta mais de policial do que de gente, o trecho foi repercutido fortemente pelos bolsoanristas e o ex-presidente usou o ato do 1º de maio para pedir desculpas e fazer um carinho desproporcional nas polícias.

Os atos de ontem também evidenciam o caráter golpista de parte importante dos eleitores do Bolsonaro. Eles voltaram a pedir o fechamento do STF e intervenção militar. O presidente chegou a ir ao ato em Brasília, mas desistiu de discursar porque pegaria mal. Sem contar o sósia do vicking do Capitólio que apareceu em uma manifestação no Rio de Janeiro, indicando que a ideia dos bolsonaristas, quando derrotados, é mesmo copiar o que fizeram os apoiadores de Trump nos Estados Unidos.

#267 Como Lula vai lidar com o clima de “já ganhou”

pesquisa presencial da Quaest Consultoria divulgada ontem confirmou a liderança do ex-presidente Lula e aponta chance de vitória já no primeiro turno se as eleições fossem hoje.

No principal cenário, Lula tem 45%, Bolsonaro 23%, Moro e Ciro 7% cada, Doria e Janones 2% cada.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, a porcentagem de indecisos é a menor dessa pesquisa: 48% não sabem em que votar e 28% citam Lula e 16% Bolsonaro.

Entre quem ganha até dois salários mínimos, Lula tem 55%. Entre quem ganha mais de 5 salários mínimos, Lula e Bolsonaro empatam.

Lula vence com folga todos os cenários de segundo turno.

Quanto à rejeição, 66% não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum, 62% rejeitam Moro, 61% não votam em Doria, 54% não votam em Ciro Gomes e 43% não votariam em Lula. A julgar pela rejeição, o teto de votos de Lula é 57% dos eleitores.
 

LULA E O CLIMA DE JÁ GANHOU
Com essa nova pesquisa, o índice de todos os levantamentos deixa Lula com 42%, Bolsonaro com 25%, Moro com 8%, Ciro com 7%, Doria com 3%. Mesmo que os políticos digam que não acreditam em pesquisas, a verdade é que eles acreditam sim. Na liderança com folga, o ex-presidente Lula tem agora um novo adversário: o clima de já ganhou, que já fez tantas vítimas ao longo da história. 

Em 1985, na campanha para prefeitura de São Paulo, Fernando Henrique Cardoso sentou na cadeira do então prefeito Mário Covas na véspera das eleições. Ele perdeu para Jânio Quadros, que desinfetou a cadeira antes de sentar. Depois, FHC disse que tinha combinado com fotógrafos que faria a foto para ser usada depois. No esporte, a certeza de vitória também já fez perdedores. Durante uma corrida de bicicletas do Campeonato Mundial de uma categoria sub-23 em 2016, o Adam Toupalik achou que tinha vencido a corrida uma volta antes para desespero dos narradores. Falando em narradores, como esquecer Galvão Bueno narrando a final da prova de 100 m borboleta na Olimpíada de Pequim 2008. 

E qual parece ser a estratégia do Lula contra o clima de “já ganhou”? Ele evita comprar as brigas que os adversários provocam, ignorando as críticas de Ciro Gomes e Sergio Moro, e foca em atacar o governo Bolsonaro. Ao mesmo tempo, segue tentando agregar mais setores em torno da sua candidatura, atuando como se precisasse de mais apoios para ganhar a eleição. Ele tem repetido, internamente, que as alianças, como ter Alckmin como vice, é um movimento focado na governabilidade.

A jornalista Eliane Cantanhêde, que é próxima do PSDB, disse ontem que é mais fácil achar um tucano pró-Lula do que um defensor da candidatura do Doria. Esta semana Lula se encontrou de novo com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Apesar de o PSD ter o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como pré-candidato, ninguém leva a sério, nem o Kassab, que já admite apoiar Lula no primeiro turno. 

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#257 Lula elogia Alckmin e critica Dilma

O ex-presidente Lula deu a entender que não terá a ex-presidenta Dilma Rousseff integrando sua equipe em um provável futuro governo do PT. 

Em entrevista a uma rádio do interior de São Paulo, o ex-presidente voltou a confirmar a intenção de ter uma chapa com Geraldo Alckmin, mas ao ser perguntado sobre o papel de Dilma, Lula respondeu que a ex-presidenta, apesar de todas as qualidades técnicas, não manda bem na política. Ela não tem a paciência necessária, disse Lula.

A ex-presidenta Dilma seria contra a aliança com Alckmin. De acordo com bastidores revelados pela imprensa e nunca desmentidos, ela chegou a avisar Lula que o Companheiro Geraldo será o Temer dele. Ao que defensores de Lula responderam: “Mas Lula não será Dilma”. 

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#252 Lula confirma Alckmin

O ex-presidente Lula dobrou a aposta sobre ter Geraldo Alckmin como vice. Em entrevista a sites independentes, Lula foi bem direto ao dizer que não vê problema nenhum em se aliar com o ex-tucano.

Na entrevista de cerca de duas horas, Lula chamou Moro de canalha, ofereceu a porta dos fundos ao Bolsonaro, comentou política internacional e falou sobre sua saúde e segurança.

LULA CONFIRMA ALCKMIN
O ex-presidente Lula deu entrevista ontem para sites de esquerda e afirmou que não tem nenhum problema em compor uma chapa com o ex-tucano Geraldo Alckmin. A pergunta sobre a possível aliança inusitada foi a primeira da entrevista coletiva de duas horas de duração.

Logo após a entrevista, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, já sinalizou que vai apoiar Lula mesmo se Alckmin for o vice. Na entrevista, Lula também falou sobre um assunto delicado, mas que todo mundo está pensando: o fato de ter 76 anos e os riscos à sua segurança. Lula também disse que não acredita em revolta bolsominion em caso de derrota nas eleições.

Questionado sobre a relação com os Estados Unidos, Lula criticou o que chamou de complexo de vira-lata da elite brasileira. Ainda sobre o tema, o ex-presidente disse que o Brasil precisa voltar a ser respeitado. E ilustrou com uma história de um diálogo com o ex-presidente norte-americano George W Bush.

Lula chegou a dizer que teve uma melhor relação com Bush do que com Obama. Lembrando que o ex-presidente Barack Obama disse, em entrevista ao Bial, chegou a citar as denúncias contra Lula.  Quando falava sobre o papel dos empresários brasileiros na reconstrução do país, Lula não escondeu sua decepção ao lembrar que, hoje, um dos empresários mais conhecidos é o Véio da Havan.

Lula falou rapidamente sobre a discussão aberta após ele chamar atenção para as mudanças na legislação trabalhistas na Espanha. Perguntado sobre a relação com os militares, Lula disse que não se preocupa porque acha que os militares que ocupam o governo Bolsonaro não representam a maioria das Forças Armadas.
Ouça no programa de hoje os melhores momentos da entrevista.
 

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#250 Companheiro Geraldo não é unanimidade

Aumentou o diz-que-me-disse dentro do PT contra a possibilidade de Geraldo Alckmin ser vice de Lula nas eleições desse ano. O ex-presidente do PT, Rui Falcão, foi o único que falou publicamente contra a ideia. Mas ele não estaria sozinho. 

Segundo a Veja, petistas estão fazendo um abaixo-assinado contra Alckmin. Eles argumentam que o companheiro Geraldo não é confiável para ser candidato a vice.

Segundo o site Poder360, a ex-presidenta Dilma Rousseff, tem manifestado essa insatisfação nos bastidores.

Na semana passada, ela se encontrou com Lula e, segundo apurou o Poder360, Dilma expressou preocupação pelo fato de Alckmin não ter afinidades históricas com o PT e teria dito: “O Geraldo Alckmin será o seu Michel Temer. Quando você mais precisar, ele ficará à disposição da oposição para tomar seu lugar”.

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