Oposição precisa levantar o tom com Lira, defende Melchionna sobre impeachment

Deputada participou do #PrimeiroCafe desta quarta-feira e comentou também a instalação da CPI da Covid no Senado

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) defendeu, em entrevista ao Primeiro Café nesta quarta-feira (28), que a oposição ao governo deve se unir e cobrar do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que se manifestante sobre os mais de 100 pedidos de impeachment de Bolsonaro.

_ Quem silencia diante do genocídio é cúmplice, disse.

Ela lembrou que o PSOL fez campanhas similares cobrando do ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia.

_Acho que temos que fazer com o Lira também, ele precisa ser responsabilizado e cumprir seu papel institucional, defendeu.

Melchionna assinou o primeiro pedido de impeachment de Bolsonaro – e vários outros. Hoje, há mais de 100 pedidos de impedimento esperando uma decisão do presidente da Câmara.

_Tenho convicção que a maior parte do povo brasileiro está com a gente. Claro que agora não podemos ir para a rua por conta da pandemia. Mas vamos aproveitar a primeira brecha para botar o bloco na rua, mostrar a nossa força e lutar pelo impedimento desse criminoso (em referência à Bolsonaro), disse a deputada gaúcha.

Fernanda Melchionna também comentou a manobra do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), para permitir a volta às aulas em meio à pandemia e falou sobre a instalação da CPI da Covid no Senado.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 79 do Primeiro Café:

Molon defende criação de CPI na Câmara para investigar Ricardo Salles

Líder da oposição foi entrevistado no #PrimeiroCafe e disse esperar que a Câmara dos Deputados se inspire no Senado e abra outras investigações contra o governo

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) disse, em entrevista ao Primeiro Café nesta terça-feira (27), que espera que a instalação da CPI da Covid no Senado pode “estimular a Câmara a abrir outras investigações”.

O deputado, que é líder da oposição, sugeriu, por exemplo, uma comissão para investigar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Isso após a presença virtual, numa reunião da Câmara, do delegado da Polícia Federal que enviou uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontando que o ministro atuou para atrapalhar as investigações sobre a maior apreensão de madeira ilegal do Brasil.

_Tenho pra mim que essa é um dos temas mais importantes para a Câmara investigar: a atuação de Ricardo Salles no desmonte da proteção ambiental e mesmo no favorecimento de grupos que transgridam a lei, o que seria o oposto do que a gente esperaria de um ministro do Meio Ambiente, defendeu.

Molon também disse que espera que a CPI da Covid no Senado faça um “trabalho rigoroso” e comemorou a ineficácia do governo ao tentar atrapalhar os trabalhos.

_Pra sorte da democracia o governo jogou muito mal, disse.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 78 do Primeiro Café:

PT inteiro quer que Lula seja candidato em 2022, diz Gleisi Hoffmann

Presidenta nacional do PT disse ao #PrimeiroCafe que, no entanto, a discussão sobre a eleição está “começando agora”

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT, disse, em entrevista ao Primeiro Café na sexta-feira (23), que o partido está iniciando as conversas com foco nas eleições presidenciais de 2022 e defendeu que o ex-presidente Lula seja o candidato.

_Eu quero que ele seja candidato, o partido inteiro quer que ele seja candidato, torço para isso. Mas ele não quer essa definição agora e a gente respeita, disse.

Gleisi explicou que as negociações para a eleição de 2022 estão começando agora.

_Estamos iniciando o trabalho (para 2022). Estávamos muito focados no julgamento (da suspeição de Moro), explicou.

Gleisi também comentou que o momento político não favorece uma discussão eleitoral. Ela citou a mortalidade pela covid, a volta da fome e o desemprego como prioridades.

_Lula está canalizando suas energias para tentar ter saída, conversar com os setores que possa estar junto no enfrentamento à pandemia e se você colocar uma bandeira eleitoral não consegue unificar, disse.

Ouça a entrevista na íntegra na edição 76 do Primeiro Café: